FOLHAPRESS - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse neste sábado (3/10) que as eleições não estão "sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado".

A declaração do ministro, a um dia da votação deste domingo (4/10), acontece após o governo dos Estados Unidos suspender o atendimento em embaixadas e consulados no Brasil na sexta-feira (2/10) e de a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão para apurar se havia risco às instalações diplomáticas.

Segundo Kassio, o eleitor "não pode acreditar em informações falsas criadas apenas para gerar tumulto e tentar desestabilizar a realização do pleito". "Isso é tirar um dos direitos mais importantes das brasileiras e dos brasileiros", afirmou.

O presidente do TSE diz que "os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício" de que haja ameaças internacionais ou do crime organizado.

Polícia Federal

Após a operação desta sexta, a PF disse que não foram identificados suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.

"Trata-se de ação preventiva adotada em investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal e fruto da cooperação permanente com agências de inteligência estrangeiras", ressaltou o órgão, em nota após as buscas e apreensões. 

"As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas", prosseguiu. "As investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias."

Kassio

Neste sábado, Kassio participou da cerimônia em Brasília que confirmou a integridade e autenticidade dos sistemas instalados nas urnas que serão usadas nestas eleições.

O objetivo foi atestar que os programas responsáveis por receber, processar e totalizar os resultados das urnas eletrônicas estão de acordo com as versões que foram assinadas digitalmente e lacradas pela Justiça Eleitoral ainda em setembro deste ano. 

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Também foi emitida a zerésima, que mostra que não há nenhum voto na urna, da votação presidente e vice-presidente. O documento foi assinado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, e por observadores internacionais.

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