Toscano troca mineradora por supersecretaria no governo de Cleitinho
Ex-presidente da Codemig deixará comando da mineradora Itaminas para ficar à frente de uma estrutura que deve reunir áreas estratégicas da administração estadual, como Fazenda, Planejamento, Saúde e Educação
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O economista Thiago Toscano aceitou o convite para integrar o governo de Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito de Minas Gerais. Ele ficará à frente de uma estrutura voltada à gestão pública, ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos.
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A escolha de Toscano foi antecipada pelo colunista Orion Teixeira, do Estado de Minas, no início da tarde desta quinta-feira (29/10). O convite partiu do vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, e foi aceito após uma reunião com Cleitinho.
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Toscano foi presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) durante o governo de Romeu Zema (Novo), entre 2021 e 2024. Atualmente, preside a mineradora Itaminas, cargo que ocupa desde maio de 2024 e do qual deverá se desligar para assumir a função no governo estadual.
Com mais de 20 anos de experiência nos setores de mineração e infraestrutura, o economista tem pós-graduação em Finanças e Gestão Pública.
Entre as prioridades apontadas por Toscano estão a busca pelo equilíbrio fiscal no curto prazo e a atração de investimentos para ampliar a arrecadação estadual sem elevar impostos.
"Supersecretarias"
Como revelou o colunista do Estado de Minas, na montagem de seu futuro governo, Cleitinho Azevedo está adotando uma modelagem já testada em outros governos ao dividir a administração em duas áreas: gestão e política. Para isso, pretende criar duas supersecretarias responsáveis por essas demandas.
A estrutura (gestão) que ficará sob a responsabilidade de Toscano ainda está em definição. A proposta é concentrar a coordenação de áreas estratégicas da administração estadual, com atuação sobre setores como Fazenda, Planejamento, Saúde e Educação.
Para a área mais espinhosa e sensível que é a política, o nome convidado é o do atual deputado estadual e presidente do PSD, Cássio Soares.
Reconhecido como um dos talentos da nova geração política, Cássio tentou se eleger deputado federal, mas acabou na primeira suplência. Cleitinho quer Cássio como uma ponte entre seu governo e a Assembleia Legislativa, onde os dois foram colegas na legislatura de 2019 a 2022.
O desafio será gerenciar a relação política, que ficou bastante afetada e desprezada no governo Zema, especialmente no contexto da polarização entre PT e PL. Cássio tem bom trânsito com todos os parlamentares.
O deputado ainda não deu a resposta e, caso não aceite a missão, o governador, que o tem em alta conta, deverá atrair algum deputado federal para que Cássio assuma o mandato, já que ficou na primeira suplência do PSD.
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Com informações do colunista Orion Teixeira*