Governo Trump exigiu que Flávio recuasse em declaração golpista sobre vitória eleitoral
Integrantes da administração norte-americana se indispuseram com senador após ele se apresentar como "presidente eleito do Brasil"
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Membros do governo Donald Trump cobraram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) recuasse da declaração em que se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A informação foi antecipada pela colunista Marina Sanches, do UOL, e confirmada pelo Correio junto a um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.
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Segundo o interlocutor ouvido pela reportagem, a movimentação de Flávio após a derrota nas urnas provocou irritação entre integrantes da administração republicana. A avaliação é de que o senador adotou uma postura considerada inadequada ao reivindicar uma vitória eleitoral que não ocorreu. Diante do desconforto, a administração estadunidense sinalizou que ele deveria retirar a declaração.
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O incômodo também alcançou pessoas próximas ao próprio Trump. Conforme o relato, interlocutores do presidente norte-americano consideraram a postura de Flávio inaceitável, apesar da proximidade política e ideológica entre a família Bolsonaro e setores do Partido Republicano.
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A cobrança ocorre após Flávio divulgar uma carta na qual contesta o resultado das eleições brasileiras e se apresenta à comunidade internacional como o legítimo vencedor da disputa presidencial. O episódio evidencia um primeiro atrito entre o senador e integrantes da administração Trump desde sua chegada aos Estados Unidos, para onde viajou após a derrota eleitoral em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal.