O plano de Flávio Bolsonaro para não se tornar um "novo Eduardo" nos EUA
Senador quer evitar a revelia na Justiça e articula retorno de seus passaportes através de uma manobra pesada no STF
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Ao fugir para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro abriu mão do papel de líder da oposição planejado pelo PL em caso de derrota para Lula. O senador adotou destino semelhante ao do irmão Eduardo Bolsonaro, que está em território norte-americano desde o ano passado, mas estabeleceu uma postura processual distinta perante a Justiça. Segundo a colunista Bela Megale, do jornal “O Globo”, Flávio terá postura distinta do irmão.
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Atuação direta nos inquéritos
Os advogados constituídos por Flávio vão ingressar ativamente nos três inquéritos que envolvem o parlamentar, buscando sua absolvição. Essa conduta difere da linha escolhida por Eduardo, que não indicou defensores na apuração em que respondeu por coação de autoridades para tentar intervir na condenação de Bolsonaro por golpe, situação que levou a Defensoria Pública da União (DPU) a assumir a representação.
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A equipe jurídica planeja requerer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência da relatoria da investigação sobre suposta lavagem de dinheiro na relação com o advogado Willer Tomaz, solicitando a redistribuição de Alexandre de Moraes para André Mendonça.
Plano para reaver documentos retidos
Na segunda-feira (26/10), um dia antes de embarcar para os Estados Unidos, o parlamentar reuniu-se com seus representantes logo após a Polícia Federal intimá-lo a entregar os passaportes. Durante o diálogo, os defensores tentaram acalmar o senador com um prognóstico favorável sobre a devolução dos itens. Aliados relataram que Flávio estava "transtornado" e "com muito medo de ser preso", embora inexista mandado de prisão contra ele.
A avaliação apresentada ao senador indicou caminhos para contestar os motivos citados por Alexandre de Moraes para recolher os passaportes:
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a suspeita inicial apontava Flávio como usuário de uma conta bancária vinculada a Willer Tomaz;
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a instituição bancária emitiu documento negando qualquer vínculo do senador com o registro financeiro, elemento apontado com potencial para reverter a imposição judicial;
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o ministro incluiu imagens de viagens do congressista ao lado do advogado;
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a fundamentação utilizou declarações públicas de Eduardo Bolsonaro afirmando que o irmão deixaria o país caso perdesse o pleito eleitoral.