ELEIÇÕES 2026

7 minutos separam o resultado da eleição do pedido da PF de apreender o passaporte de Flávio Bolsonaro

Cronologia impressionante revela que pedido da PF para reter passaporte do senador ocorreu logo após o anúncio da derrota nas urnas; veja os bastidores

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A Polícia Federal solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a derrota do parlamentar na disputa pela Presidência da República. Moraes atendeu ao pedido no domingo (25/10) à noite, sem consultar previamente a Procuradoria-Geral da República. As informações são da colunista Bela Megale, do jornal “O Globo”.

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A medida foi executada na manhã de segunda-feira, quando Flávio visitava o pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. A representação de 16 páginas da corporação policial teve assinatura digital às 21h16 de domingo (25/10). O resultado matemático foi confirmado pelo TSE às 21h09.

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Argumentos da Polícia Federal

A corporação fundamentou o pedido em dois fatores principais: a presença de Flávio como "usuário master" de uma conta da Alcazar Holding, mantida pelo advogado Willer Tomaz em Portugal, e uma fala de Eduardo Bolsonaro em podcast no dia 23 de outubro. Na ocasião, o ex-deputado declarou: "se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país."

O documento policial registrou ainda que Willer Tomaz está em Miami desde 25 de agosto, sem previsão de retorno. De acordo com a PF, o advogado dispõe de recursos financeiros suficientes para ficar no exterior por período indeterminado.

Investigações e conexões financeiras

Tomaz responde a dois inquéritos derivados da operação Sem Desconto, que apura desvios nas aposentadorias do INSS. O processo sob relatoria de André Mendonça investiga negócios com o senador Weverton Rocha e com Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS.

A outra apuração, relatada por Moraes, investiga se Tomaz lavou recursos da Loterj por meio da Rio Pag e de empresas de apostas. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Tomaz apostou R$ 5 bilhões em bets no ano passado. Flávio é investigado nesse procedimento, ainda em fase inicial.

Flávio figurou como usuário master da Alcazar Holding até maio de 2025 e viajou dos Estados Unidos ao Brasil em janeiro daquele ano no jato Legacy 500, do qual a holding tinha 33,3% de participação. O cotista Daniel Vorcaro repassou sua fração para Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, como pagamento por serviços de advocacia.

Manifestação da defesa e bastidores

Integrantes da campanha do PL apontaram retaliação política. Em vídeo publicado na segunda-feira (26), Flávio Bolsonaro contestou a ordem judicial: "a decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar o meu passaporte? Isso é Justiça? E mais: essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo após o resultado da eleição. Pensa comigo: se eu tivesse ganhado as eleições, ia acontecer a mesma coisa?"

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Procurado, o STF não esclareceu o horário de assinatura da decisão sigilosa do relator.

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