ELEIÇÕES 2026

Eduardo pede que comunidade internacional não aceite vitória de Lula

Eduardo Bolsonaro, cujo mandato foi cassado em dezembro passado, vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025

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FOLHAPRESS - O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nesta segunda-feira (26/10), no X, um vídeo em que pede, em inglês, que a comunidade internacional não reconheça a vitória do presidente Lula (PT) sobre seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas eleições e faça pressão pela anulação do pleito.

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"Não reconheçam estas eleições [...]. Sem dúvida, como disse Flávio, precisamos anular esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional. Precisamos que vocês compartilhem este vídeo. Certifiquem-se de que todos estejam alinhados e não permitam que algo assim seja acatado", diz o ex-parlamentar sem apresentar provas.

Eduardo, cujo mandato foi cassado em dezembro passado, vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em junho de 2026, foi condenado no STF (Supremo Tribunal Federal) por coação devido à atuação nos EUA para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Eduardo e Flávio, foi condenado e cumpre pena por tentar um golpe de Estado.

No vídeo, Eduardo cita os votos dos candidatos derrotados no primeiro turno Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) somaram pouco mais de 9,05 milhões para alegar que, desta forma, não haveria como Lula ter ampliado sua votação em pouco mais de 10,3 milhões de votos (de 53,9 milhões de votos para 64,2 milhões).

"Quando Lula venceu, foi como se tivesse recebido todos esses votos e ainda quase outros 2 milhões. Isso é simplesmente inacreditável. [...] Estatisticamente, isso seria impossível de acontecer", diz Eduardo.

O ex-deputado não menciona, no entanto, o aumento na quantidade de eleitores que compareceram às urnas. O número total de abstenções neste domingo (25/10) foi de 30,5 milhões (19,2%, o percentual mais baixo para o segundo turno desde 2006), enquanto a ausência em 4 de outubro, primeira etapa da votação, foi de 33,4 milhões (21,08%, a maior já vista no primeiro turno).

Mais de 128,1 milhões de brasileiros votaram neste domingo, ante 125 milhões no primeiro turno. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% (59,8 milhões) de Flávio. O mandatário, que terminou a primeira fase atrás do congressista do PL em um placar de 47,03% a 45,16%, obteve 4,4 milhões de votos a mais que o adversário, conquistando assim a primeira virada da história.

Eduardo critica no vídeo a prorrogação do fim da votação das 17h para as 19h, decisão tomada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, que acatou um pedido da campanha petista sob a justificativa de que não foram colocados ônibus à disposição dos eleitores em número suficiente em cidades de diferentes regiões do país. A medida foi inédita desde a adoção das urnas eletrônicas.

O segundo turno ficou marcado por falta de ônibus, longas esperas nos pontos e denúncias de redução de frotas. O Ministério da Justiça identificou falhas em oito estados na oferta de transporte coletivo: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.

A Polícia Federal decidiu abrir investigações sobre as denúncias de restrição ao transporte nas eleições e vai investigar a situação de Sergipe, além de ocorrências em São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia.

STF

A solicitação da equipe de Lula foi para a prorrogação do período em todo o país e foi dirigida ao STF. Ao TSE, a campanha de Flávio também pleiteou que o horário fosse estendido, mas se restringiu a cidades de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina sob a justificativa das condições climáticas nessas regiões, que registravam chuvas intensas, deslizamentos, alagamentos e bloqueios de vias.

No vídeo, Eduardo buscou associar Zanin a Lula, assim como fez o irmão em Brasília, em um discurso de dois minutos feito na casa que havia sido preparada para uma festa caso ele vencesse. Zanin tomou posse como ministro do STF em 2023, com indicação de Lula e aprovação pelo Senado.

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"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo, no meio do jogo, às 17 horas e um minuto", disse o postulante derrotado.

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