Alcolumbre e Motta ligam para Lula, oferecem apoio e pedem união
Ambos buscarão a reeleição para o comando das duas Casas do Congresso, e devem contar com apoio do governo Lula
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POR RAPHAEL DI CUNTO
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BRASÍLIA, DF - Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), parabenizaram o presidente Lula (PT) pela vitória neste domingo (25/10).
Os dois telefonaram para o petista para prometer espaço para que as promessas feitas na campanha sejam efetivadas e afirmaram que o ele ganhou uma nova oportunidade de tentar unir o Brasil.
"Temos Brasil dividido, que passou infelizmente os quatro anos radicalizdao, e com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de poder conciliar o país, de poder olhar para frente e conciliar todos os brasileiros", afirmou Motta, que cumprimentou também Flávio Bolsonaro (PL) pela disputa.
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Alcolumbre destacou que parte dos estados brasileiros votou no candidato adversário, que teve quase 60 milhões de votos. "Precisamos todos nós ter a compreensão de que o nosso país dividido não é bom para o povo brasileiro, não é bom para as instituições republicanas, não é bom para o futuro do Brasil", disse.
"Passou a eleição. O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros que precisam das respostas do Estado", disse.
Motta pediu que Lula faça uma avaliação dos acertos da campanha, "mas também dos erros cometidos". "Somos humanos e precisamos neste momento fazer uma auto avaliação daquilo que precisa ser melhorado", disse.
Os dois exaltaram o sistema eleitoral brasileiro e a democracia, e afirmaram que o Congresso estará à disposição para votar os projetos que tragam desenvolvimento econômico e melhore a segurança pública.
"O Congresso brasileiro não se furtará a debater todos os temas, não se furtará em fazer os enfrentamentos necessários para buscar na agenda do Parlamento brasileiro uma agenda de resposta a que a sociedade espera do Poder Legislativo", disse Alcolumbre.
O presidente do Senado disse que cabe ao presidente reeleito unir o Brasil e que o clima de agressões dos apoiadores de ambos os lados não é positivo. Ele e Motta citaram que o Legislativo atuará de forma independente, mas harmônica com o Executivo.
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Motta fez campanha pela reeleição de Lula, mas seu partido declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e ele ficou mais ausente na segunda etapa.
Também pesou nesse afastamento o fato do petista ter pedido votos para um adversário do pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), que acabou derrotado para Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na disputa pelo Senado na Paraíba.
O presidente da Câmara, no entanto, auxilou o petista ao colocar em votação rapidamente um pacote de medidas para o MEI (Microempreendedor Individual). O texto aumentará o teto de faturamento anual de cerca de R$ 80 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028 e perdoou cerca de R$ 15 bilhões em dívidas tributárias desse grupo.
Já Alcolumbre não fez campanha abertamente por nenhum dos candidatos à Presidência, mas ajudou Lula ao colocar em votação às vésperas do segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a jornada de trabalho 6x1. No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Senado, pediu votos para o petista.
Alcolumbre e Motta buscarão a reeleição para o comando das duas Casas do Congresso, e devem contar com apoio do governo Lula nessa empreitada, para evitar que a direita vença a disputa. A eleição ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027.
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No Senado, Alcolumbre deve enfrentar a concorrência de Rogério Marinho (PL-RN) e de Tereza Cristina (PP-MS). O PL elegeu a maior bancada da Casa, com 29 senadores, que se somam aos três do partido Novo em oposição ao atual presidente. Alcolumbre já conta com adesão de PSD e MDB à sua candidatura.
Na Câmara, Motta reuniu em torno de si o apoio de dez partidos do centrão, do PDT e do PSB. O PT também deve votar nele, mas aguardava o fim do segundo turno da eleição presidencial antes de decidir.