Inspirado no 'Eu acredito', Lula alcança 'virada' em sete eleições
Petista relembrou mantra da torcida do Atlético em visita a BH, na última quarta-feira (21/10), e, neste domingo (25/10), conquistou sua quarta vitória, após três derrotas, para presidente
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A trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é marcada por uma "virada" nas disputas a chefe do Executivo federal. Em sete eleições presidenciais, ele perdeu as três primeiras e venceu as quatro seguintes em que concorreu ao Planalto. E a inspiração para alcançar o "tetra" em 2026 veio do grito "Eu acredito", proferido pela torcida do Atlético em reviravoltas históricas, como diante do Corinthians e do Flamengo na Copa do Brasil de 2014, como o próprio petista ressaltou na última quarta-feira (21/10), na Praça da Estação, em Belo Horizonte.
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"Uma vez, eu acreditei no grito que a torcida do Atlético dava aqui em Minas Gerais. O Atlético precisava fazer quatro gols no Corinthians, e a torcida começou a gritar ‘Eu acredito’. E o Atlético ganhou de 4 a 3 do Corinthians (placar agregado nas quartas de final da Copa do Brasil de 2014). No outro jogo (semifinal), o Atlético precisava marcar quatro gols no Flamengo. A torcida começou a gritar 'Eu acredito'. E agora a torcida de Minas Gerais, de Belo Horizonte, vai gritar: 'Lula, eu acredito'", declarou o presidente.
Em 2014, o Galo perdeu o jogo de ida por 2 a 0 para o Corinthians, em Itaquera, sofreu um gol no Mineirão, na volta, mas virou para 4 a 1 o duelo no Gigante da Pampulha: 4 a 3 no agregado. Diante do Flamengo, nas semifinais, roteiro similar: 2 a 0 para os cariocas no Maracanã e 4 a 1 para o Atlético, de virada, em BH. O Alvinegro terminou campeão do torneio, ao ganhar do Cruzeiro, duas vezes, na decisão (2 a 0 e 1 a 0).
Trajetória
Nas três primeiras vezes em que concorreu ao cargo de presidente, Lula saiu derrotado: em 1989, perdeu para Fernando Collor (PRN), no segundo turno; e em 1994 e 1998, ficou em segundo lugar no primeiro turno e viu Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se tornar chefe do Executivo.
A primeira conquista do petista ocorreu em 2002 ao superar José Serra (PSDB), e a segunda, em 2006, diante de seu atual vice, Geraldo Alckmin (na época no PSDB).
O "empate" foi consolidado em 2022 ao levar a melhor sobre Jair Bolsonaro (PL), e a "virada", selada neste domingo (25/10), em cima de Flávio (PL).
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O quarto triunfo teve um gostinho especial. Até então, nas sete eleições presidenciais anteriores decididas em dois turnos, o postulante que terminou a primeira etapa na liderança também venceu a disputa final. Lula rompeu essa sequência após chegar ao segundo turno em desvantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
Na votação de 4 de outubro, o presidente recebeu 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%. A diferença de 1,87 ponto percentual colocou o senador à frente na disputa, vantagem que foi revertida pelo petista neste domingo.
Confira o histórico de Lula na disputa a presidente (votos úteis)
1989 (segundo turno)
Fernando Collor (PRN): 35.090.206 votos (53,03%)
Lula (PT): 31.075.803 votos (46,97%)
1994 (primeiro turno)
Fernando Henrique Cardoso (PSDB): 34.314.961 votos (54,28%)
Lula (PT): 17.122.127 votos (27,04%)
1998 (primeiro turno)
Fernando Henrique Cardoso (PSDB): 35.936.382 votos (53,06%)
Lula (PT): 21.475.211 votos (31,71%)
2002 (segundo turno)
Lula (PT): 52.793.364 votos (61,27%)
José Serra (PSDB): 33.370.739 votos (38,73%)
2006 (segundo turno)
Lula (PT): 58.295.042 votos (60,83%)
Geraldo Alckmin (PSDB): 37.543.178 votos (39,17%)
2022 (segundo turno)
Lula (PT): 60.345.999 votos (50,90%)
Jair Bolsonaro (PL): 58.206.354 votos (49,10%)
2026 (segundo turno; 99,98% das urnas apuradas)
Lula (PT): 84.239.690 (51,78%)
Flávio Bolsonaro (PL): 59.818.124 (48,22%)
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(Com Vinícius Prates)