Flávio para Lula: 'Tudo pergunta para o Google, não sabe responder nada'
Candidato do PL questionou o conhecimento do presidente durante debate da TV Globo e apresentou propostas para saneamento, infraestrutura e investimentos na Região Norte
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Flávio Bolsonaro (PL) provocou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o último debate presidencial do segundo turno, realizado nesta sexta-feira (23/10), na TV Globo. Ao questionar o presidente sobre o uso do Google para responder às perguntas, o senador criticou o desempenho do adversário e, na sequência, apresentou propostas para a Região Norte, com destaque para saneamento básico, asfaltamento de estradas e investimentos na Zona Franca de Manaus.
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"Lula, quem é que governa o Brasil? É você ou é o Google? Tudo pergunta pro Google? Você não sabe responder nada?", disse Flávio ao iniciar sua fala.
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O candidato do PL afirmou que pretende ampliar o acesso ao saneamento básico na Região Norte e retomar a meta de universalização prevista no marco legal do setor. Segundo ele, o atual governo teria contribuído para adiar o cumprimento dos objetivos, que, em sua avaliação, teriam passado de 2033 para depois de 2050.
Flávio também prometeu apoiar a implantação de um programa de saneamento em Belém, no Pará. Ele mencionou a presença de esgoto a céu aberto na capital paraense e disse que pretende trabalhar em parceria com o governador eleito do estado, Daniel Santos (Podemos).
Na área de infraestrutura, o senador criticou as restrições ambientais ao asfaltamento da Transamazônica. Segundo ele, as condições da estrada prejudicam moradores e trabalhadores, especialmente durante o período de chuvas, quando o tráfego fica comprometido.
Para o Amazonas, Flávio defendeu a manutenção e a ampliação dos investimentos na Zona Franca de Manaus. Ele citou a possibilidade de atrair centros de processamento de dados, conhecidos como data centers, e de aproveitar recursos de gás natural para produzir fertilizantes e reduzir a dependência brasileira de produtos importados.
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Ao encerrar o trecho, o candidato afirmou que pretende garantir autonomia aos povos indígenas para decidir sobre atividades em seus territórios.