Lula para Flávio: 'Não vou permitir que um miliciano me chame de 9 dedos'
Petista afirmou que perdeu parte de um dedo aos 17 anos, enquanto trabalhava em uma fábrica; senador pediu desculpas ao fim do discurso
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu a uma provocação de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da TV Globo, nesta sexta-feira (23/10), após ser chamado de "nove dedos". Lula afirmou que não permitiria ser tratado dessa forma pelo adversário, a quem chamou de miliciano. Ao fim de seu discurso, Flávio pediu desculpas.
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"Se tem alguém aqui nesse público que sabe o que é o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu, trabalhando dia e noite, até quando eu não podia trabalhar", afirmou Lula. Em seguida, completou: "Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir".
A resposta foi dada após Lula decidir usar seu tempo de fala para contestar a declaração do senador. O presidente disse que não deixaria a provocação passar sem resposta e destacou sua trajetória como trabalhador antes de ingressar na política.
Como Lula perdeu o dedo
Lula perdeu o dedo mínimo (popularmente conhecido como "mindinho") da mão esquerda em 1964, quando trabalhava como torneiro mecânico em uma metalúrgica em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. O acidente ocorreu durante o turno da noite, quando uma prensa atingiu sua mão. Na época, ele ainda não havia iniciado sua trajetória como dirigente sindical.
A perda do dedo tornou-se, ao longo de sua carreira política, alvo recorrente de provocações de adversários, que usam a expressão "nove dedos" para se referir ao presidente.
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Último debate antes do segundo turno
O confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro é o último debate presidencial do segundo turno das eleições de 2026. Transmitido pela TV Globo, o encontro ocorre a dois dias da votação, marcada para domingo (25/10), e reúne os candidatos em uma disputa decisiva pela Presidência da República.