Flávio na Paulista: 'Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo'
Candidato disse ainda que vai 'esfregar os crimes' de Lula no debate da Band, na noite deste domingo (18/10)
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Por CLAYTON CASTELANI, JULLIA GOUVEIA E GIOVANA KEBIAN
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) reuniu milhares de apoiadores na avenida Paulista neste domingo (18/10) em comício, faltando uma semana para o segundo turno da eleição.
Em um rápido discurso, o candidato do PL disse que iria "poupar a voz" por causa do debate de que participará na noite deste domingo, promovido pela Band e outros veículos de imprensa, também em São Paulo.
"Quero vocês na televisão assistindo ao debate contra o Lula, onde eu vou ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra nossa nação ao vivo. Vou falar com o coração e vou falar para cada um de vocês e para a toda família brasileira. E o Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo."
Será a primeira vez que o candidato e Lula se enfrentam em um debate de televisão desde o início da campanha eleitoral.
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Diferentemente de outros atos bolsonaristas na Paulista, desta vez a manifestação percorreu um trecho da avenida perto do Masp, e não houve uma sequência de discursos. O ato foi convocado após a manifestação da esquerda, a favor do presidente Lula, no mesmo local no domingo passado (11/10).
Flávio chegou ao evento por volta das 11h15, com a mulher, Fernanda. Em cima de um dos carros de som, afirmou que vai receber a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso após ser condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
"Vamos virar essa página triste do Brasil. Faltam sete dias para a gente livrar o Brasil do PT. E vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele", disse.
O ponto da principal concentração, no restaurante McDonald's, ficou quase intransitável para pedestres com a aglomeração. Bloqueios nas proximidades do parque Mario Covas impediram as pessoas de chegar perto, provocando um vaivém.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também compareceu. Estavam no carro de som aliados, como os senadores eleitos Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marcel van Hattem (Novo-RS) e André do Prado (PL-SP). Um dos organizadores é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), também presente.
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Funk e palavras de ordem animaram o público, composto por muitas pessoas de meia-idade, idosos e também famílias. "Quem ficar parado é petista disfarçado" é o refrão mais cantado, um tipo de sinal ao qual os manifestantes respondem com pulinhos e acenos.
Novamente faixas e cartazes fazem críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na prisão do ex-presidente Bolsonaro. Parte também exalta André Mendonça, magistrado nomeado pelo ex-mandatário.
Nikolas foi o principal puxador de palavras de ordem e prometeu que a próxima legislatura vai cassar Moraes. Também falou em aposentar o PT.
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O ato cresceu por volta do meio-dia, com o público tomando completamente pistas e calçadas entre o Masp e o parque Trianon. O carro com Flávio e autoridades avançou alguns metros além do local esperado. Os apoiadores nas laterais quase não conseguiam acompanhar a aglomeração.
O público, ansioso para se aproximar, gritava em coro "anda, anda, anda".