Meta nega interferência política na eleição e diz que "não toma partido"
Empresa dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, é acusada de prejudicar a campanha do presidente Lula à reeleição
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A Meta, empresa dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, negou que tenha realizado qualquer ação para interferir nas eleições brasileiras. Em nota pública, a empresa afirmou que "não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição" e disse que a conta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição, foi suspensa por engano. A empresa também sustenta que “as duas campanhas” foram afetadas por “incidentes técnicos”. A manifestação ocorre após o PT acusar a empresa de atuar para beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro.
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"Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos", diz um trecho da nota da empresa. Em decisão tomada na quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a empresa não interfira na distribuição de conteúdo eleitoral até o final do segundo turno das eleições, sob pena de multa de R$ 500 mil por dia.
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A empresa afirmou que a conta de campanha de Lula foi desativada temporariamente no dia 23 de setembro “por engano”, mas que não houve ação política. A Meta destacou que a página ficou fora do ar por pouco mais de uma hora e que os perfis oficiais do chefe do Executivo foram mantidos no ar e nunca foram desativados.
"Em 23 de setembro, a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de uma hora, após um anúncio ter sido classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes. A análise antifraude incorreta feita sobre este anúncio foi adotada no âmbito de um acordo firmado em 13 de abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes envolvendo programas federais", destaca a nota da companhia.
A Meta colocou a culpa em “regras rígidas” no Brasil durante a campanha, que de acordo com o comunicado, ameaçam a “liberdade de expressão” por conta de “aplicação excessiva. "Desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdo e anúncios gerados por terceiros", completa o texto.
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O Correio revelou que a conta do presidente Lula foi afetada por uma incompatibilidade entre o número de visualizações em reels e o de curtidas. Os vídeos publicados pelo presidente no Instagram chegaram a apresentar menos visualizações do que pessoas que interagiram com o conteúdo. A empresa afirmou que o problema foi global. "Durante cerca de cinco horas, as contagens de visualizações ficaram congeladas, incorretas ou zeradas, embora o conteúdo continuasse sendo distribuído normalmente. O incidente afetou criadores em mais de 100 países”, completa a nota.