Lula aposta em mudança de tom, juventude e comunicação direta no 2º turno
Campanha de Lula vai mudar tom, apostar em jovens e ampliar ofensiva nas redes contra Flávio no segundo turno
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A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma mudança de marcha para o segundo turno. Depois de uma primeira etapa marcada por uma disputa mais apertada do que o entorno presidencial projetava inicialmente, o núcleo petista decidiu recalibrar a estratégia: quer colocar mais jovens na linha de frente, acelerar a agenda do presidente e adotar uma comunicação mais direta — e, segundo um integrante da campanha, mais “combativa” — contra Flávio Bolsonaro (PL).
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Nos bastidores, a avaliação é de que a campanha precisa ganhar velocidade e reduzir a distância entre o discurso produzido pelo núcleo político e a linguagem que efetivamente circula entre os eleitores, sobretudo nas redes sociais. O diagnóstico não passa por uma ruptura completa com a estratégia adotada até aqui, mas por uma correção de rota para uma disputa que, agora, estará concentrada em apenas dois candidatos.
É nesse movimento que a juventude ganhará mais espaço. A deputada federal Ana Elisa (PT-MG) passará a integrar a equipe da campanha ao lado de outros petistas jovens eleitos Brasil afora. A ideia é colocar esses quadros não apenas como cabos eleitorais, mas também como personagens da comunicação do segundo turno, com maior presença nas redes e participação na mobilização de segmentos nos quais o PT entende que ainda pode avançar.
A aposta dialoga com outro cálculo feito pelo entorno presidencial: Lula precisará ampliar sua presença entre os mais jovens sem abrir mão do eleitorado mais velho, segmento ao qual o próprio presidente fez apelos públicos na reta final do primeiro turno. A campanha pretende, portanto, trabalhar nas duas pontas geracionais e ampliar a mobilização para além do eleitorado que já chegou às urnas convencido a votar no petista.
Ao mesmo tempo, caciques e lideranças mais experientes serão convocados a entrar de vez no jogo. Senadores eleitos, dirigentes partidários e nomes com força regional deverão reforçar a campanha nos estados. O objetivo é aproveitar os palanques construídos no primeiro turno para buscar eleitores que ficaram com candidatos eliminados da disputa e avançar sobre regiões onde a votação de Lula ficou abaixo das expectativas.
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A palavra de ordem, segundo integrantes da campanha, será ampliação. Isso significa buscar alianças, incorporar apoios e dialogar com eleitores que não estiveram com Lula no primeiro turno. Mas, internamente, também há a percepção de que essa expansão não poderá significar uma campanha defensiva. Daí a defesa de uma comunicação mais “combativa”, com respostas rápidas aos movimentos de Flávio e uma comparação mais direta entre os dois projetos.