INÍCIO DAS VOTAÇÕES

Nunes Marques emite zerésima e vota em Brasília

Presidente do TSE emitiu boletim de urna que prova que a eleição começa do zero

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, votou neste domingo (4/10), em Brasília (DF). Pouco antes, ele acompanhou a emissão de zerésima, documento que prova a ausência de votos pré-registrados no sistema.

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A zerésima é o primeiro relatório emitido pela urna no dia da eleição, sendo um procedimento obrigatório para habilitar a votação. O presidente da mesa receptora de votos emite o documento e um resumo após confirmar a presença dos mesários.

O relatório indica que a urna não possui nenhum voto computado. Ele lista todos os candidatos e partidos com a contagem zerada e informa dados como data, hora, seção eleitoral e código de identificação da urna.

O documento é assinado pelo presidente da mesa e por fiscais presentes, sendo afixado em um local visível na seção. Se houver eleitores na fila, os dois primeiros são convidados a acompanhar o processo. Ao final do dia, a zerésima é enviada à Junta Eleitoral para verificação.

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O que é Boletim de Urna

Outro documento importante é o Boletim de Urna (BU), impresso ao término da votação e que detalha todos os votos computados em uma seção eleitoral. Além de informações como município e zona, ele registra o número de eleitores faltosos e a quantidade de identificações biométricas.

O principal conteúdo do BU é a contagem individual de votos para cada candidato, legenda partidária, nulos e em branco. O documento também apresenta um código QR, que é essencial para a auditoria dos resultados por qualquer cidadão.

Com o QR code, é possível comparar o resultado de uma urna com os dados divulgados pela Justiça Eleitoral por meio do sistema Resultados ou do aplicativo Boletim na Mão. Ferramentas de leitura dos BUs também podem ser desenvolvidas por pessoas não vinculadas à Justiça Eleitoral.

A urna emite no mínimo cinco cópias do Boletim de Urna, que são assinadas por mesários e fiscais. Uma via é afixada na seção, duas são encaminhadas à Junta Eleitoral e uma fica com o presidente da mesa. Representantes de partidos, da imprensa ou do Ministério Público também podem solicitar uma via.

É possível emitir cinco vias adicionais. As duas últimas pessoas a votar na seção são convidadas a acompanhar o encerramento e, caso aceitem, recebem duas dessas cópias opcionais.

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Existe ainda uma cópia eletrônica do BU, assinada digitalmente com registro de horário, o que impede a substituição de votos ou a alteração dos registros de início e fim da votação, garantindo a integridade do processo.

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