O candidato ao governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que pretende “acabar com a polarização” caso seja eleito e disse que manterá diálogo com o próximo presidente da República, independentemente de quem vencer a eleição. A declaração foi dada em resposta a Patrus Ananias (PT), durante o debate da TV Globo, na noite dessa terça-feira (29/9). Os dois podem se enfrentar no segundo turno: Cleitinho lidera as pesquisas de intenção de voto, enquanto Patrus tem aparecido na segunda posição nos levantamentos mais recentes.
Patrus perguntou ao adversário qual é a compreensão dele sobre Minas Gerais e quais políticas pretende implementar para integrar o estado. Cleitinho respondeu que um governador não administra sozinho e defendeu uma relação institucional com o governo federal.
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“O primeiro passo é acabar com essa polarização. Eu preciso entender: se eu virar governador do Estado, eu tenho que dialogar com qualquer que seja o presidente, que seja o Flávio Bolsonaro, que seja o Lula, que seja o Renan. Eu tenho que sentar e conversar”, afirmou.
O republicano disse que a relação com o governo federal é necessária diante da concentração da arrecadação de impostos na União. Cleitinho também contestou o discurso de que Minas estaria “quebrada” e argumentou que essa avaliação pode afastar investimentos. O candidato citou o peso da economia mineira, das exportações e das produções de leite e café.
“A gente passou quase 45 dias de campanha agora dizendo que o Estado está quebrado. Você acha que algum investidor de fora quer investir num Estado que está quebrado? [...] Nosso estado é um estado rico. O que aconteceu foi que as gestões passadas não entenderam a responsabilidade que têm em Minas Gerais. Minas Gerais é protagonista e, no meu governo, ela será”, declarou.
Patrus considerou que Cleitinho não havia respondido à pergunta sobre seu projeto para o estado e apresentou suas próprias propostas. O petista defendeu políticas voltadas às 17 regiões de Minas, considerando características históricas, culturais, econômicas e ambientais de cada uma.
Patrus afirmou que pretende promover o desenvolvimento regional e citou geração de emprego e renda, educação, saúde, segurança pública, cultura e desenvolvimento econômico associado à preservação ambiental entre as prioridades.
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Na tréplica, Cleitinho voltou a defender a redução do tamanho do Estado, uma reforma administrativa, a atração de investimentos e a desburocratização. Também atacou o PT.
“O mais importante também é que seu partido não volte para o poder. Vamos voltar no primeiro turno, já resolver o problema de Minas Gerais. [...] Vai ser menos Estado e mais povo. É isso que eu vou fazer por Minas Gerais, para todos. Pode ter certeza de que vai ser um governo para todos”, afirmou.
