Roscoe cita dívida de Pimentel, e Patrus promete abrir contas públicas
Candidato do PL questionou petista sobre financiamento de propostas; Patrus defendeu revisão de incentivos fiscais e transparência nas contas públicas
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Os candidatos ao governo de Minas Flávio Roscoe (PL) e Patrus Ananias (PT) protagonizaram um embate sobre a situação fiscal do Estado durante o debate da TV Globo, na noite desta terça-feira (29/9). O candidato do PL associou as dificuldades financeiras de Minas à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) e questionou como o adversário pretende financiar suas propostas. Patrus respondeu que pretende renegociar a dívida com a União, rever incentivos fiscais e abrir as contas públicas para detalhar receitas e despesas do Estado.
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Roscoe afirmou que a crise financeira enfrentada por Minas teve início durante o governo Pimentel, entre 2015 e 2018. Segundo ele, a gestão petista deixou dívidas em diferentes áreas e compromissos pendentes com servidores, municípios e outros Poderes. “O Estado de Minas Gerais vive hoje uma situação muito difícil. Essa situação começou justamente no governo Fernando Pimentel, o governo que o PT governou em Minas Gerais, levou Minas Gerais a uma situação muito complexa do ponto de vista financeiro, com dívidas em todas as principais áreas”, criticou.
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O candidato do PL reconheceu que o cenário atual é diferente daquele registrado no fim da gestão petista, mas sustentou que Minas ainda enfrenta dificuldades fiscais. “Como é que o senhor espera fazer diferente com o mesmo partido chegando lá numa situação tão complexa como a que nós temos hoje?”, questionou.
Patrus afirmou que, se eleito, pretende negociar com o governo federal a ampliação do prazo para o pagamento. O petista vinculou a possibilidade de um novo acordo à expectativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O presidente Lula, sendo reeleito, como nós esperamos, e nós ganhando o governo de Minas, nós vamos fazer acertos nesse sentido de prorrogarmos um pouco mais o prazo dessa dívida. Vamos pagá-la. Eu pago todas as minhas dívidas, vamos pagar”, disse.
O candidato do PT acrescentou que o Estado também acumula uma “dívida social” e citou investimentos em educação, saúde e segurança pública entre suas prioridades. Patrus prometeu ainda pagar o piso nacional aos professores e buscar melhorias salariais para profissionais da saúde e das forças de segurança.
Roscoe voltou a questioná-lo sobre a origem dos recursos necessários para financiar as propostas. “O senhor deu várias políticas públicas aí, mas não falou como vai fazer. De onde vai sair o dinheiro?”, questionou.
Na réplica, Patrus apontou a revisão das isenções fiscais concedidas pelo Estado como uma das fontes de recursos de seu eventual governo. Patrus também afirmou que uma das primeiras medidas de seu governo seria tornar públicas as informações sobre a situação financeira de Minas.
“Nós sabemos que o Estado tem recursos e nós vamos trabalhar esses recursos de forma transparente. Primeiro compromisso nosso: vamos abrir as contas públicas, vamos mostrar para o povo de Minas o que o Estado recebe, o que o Estado deve e vamos também apresentar as nossas propostas”, disse.
Roscoe contestou a proposta de redução dos incentivos fiscais. Para o candidato do PL, os benefícios foram utilizados para atrair investimentos e ampliar a arrecadação de Minas. “O senhor não respondeu de onde vai vir o recurso para pagar. E essa é a grande questão”, provocou.
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O candidato do PL afirmou que sua proposta é ampliar a atividade econômica para elevar a arrecadação estadual. O debate desta terça-feira é o último encontro antes do primeiro turno, que ocorre no próximo domingo (4/10). Além de Roscoe e Patrus, participaram Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Mateus Simões (PSD).