O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) ressaltou, durante o debate da TV Globo, na noite desta terça-feira (29/9), que “cuidar de presídio é a última coisa” que pretende fazer no combate às facções criminosas. A declaração ocorreu após o candidato Gabriel Azevedo (MDB) questioná-lo sobre a ampliação de bloqueadores de sinais de celular nas unidades prisionais do estado.
Gabriel perguntou a Kalil quantos presídios e bloqueadores existem atualmente em Minas e qual seria sua proposta para ampliar o uso dos equipamentos. Em um primeiro momento, Kalil respondeu que Minas teria “aproximadamente 35 a 36 presídios”, mas disse que o bloqueio de sinais nas unidades não seria sua prioridade na segurança pública.
“Isso é o último lugar que nós vamos tratar. O problema da segurança está na gasolina do policial, que ele não tem”, disparou. Kalil defendeu o fortalecimento das forças de segurança. Para o candidato, o combate às facções depende da capacidade de investigação antes da atuação ostensiva da Polícia Militar.
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O ex-prefeito de Belo Horizonte disse ainda que prefeituras mineiras assumem despesas relacionadas ao funcionamento das forças de segurança. “Todo mundo sabe que quem abastece a Polícia Civil e a Polícia Militar são as prefeituras. Quem abastece, quem põe gasolina, quem limpa os batalhões são as prefeituras”, declarou.
Na réplica, Gabriel voltou a questionar Kalil sobre o número de presídios existentes no estado e perguntou se o adversário considerava desnecessária a instalação de bloqueadores em todas as unidades. Kalil, então, reconheceu não saber o número exato de presídios em Minas. “Se o negócio é decorar e falar número, eu não sei se é 85 ou 35, porque quem vai cuidar disso é o secretário de Segurança”, respondeu.
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O ex-prefeito de Belo Horizonte voltou a defender que o foco de seu eventual governo estaria na recomposição das forças policiais, e não inicialmente na estrutura das unidades prisionais. “O que eu sei é que cuidar de presídio é a última coisa que nós vamos fazer para combater o efeito de facção. Isso é que eu sei. Nós temos que recompor a polícia, porque o presídio é a última coisa que nós vamos tomar conta na segurança pública. Nós não vamos cuidar de presos, nós vamos cuidar de quem está solto”, ressaltou.
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O debate da TV Globo reúne os seis principais candidatos ao governo de Minas: Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD). Este é o último debate antes do primeiro turno das eleições, que ocorre no próximo domingo (4/10).
