O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou nas intenções de voto entre católicos e evangélicos em meio à polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28/9). O petista cresceu nos dois segmentos religiosos tanto no cenário de primeiro quanto no de segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) avançou entre católicos e recuou entre evangélicos na disputa inicial.

No primeiro turno, Lula passou de 43% para 48% entre os católicos na comparação com a pesquisa da semana passada, alta de cinco pontos percentuais. Flávio também oscilou para cima nesse grupo, de 27% para 29%.

Entre os evangélicos, o movimento foi diferente para o candidato do PL. Lula passou de 23% para 27%, enquanto Flávio recuou de 49% para 46%. A margem de erro é de três pontos percentuais entre os católicos e de quatro pontos entre os evangélicos.

A pesquisa foi realizada em meio à repercussão nas redes sociais de um projeto arquivado há quase 20 anos que tinha como objetivo retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A proposta passou a ser associada por aliados de Lula à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Segundo turno

No segundo turno, Lula também avançou nos dois segmentos religiosos. Entre os católicos, o presidente passou de 46% para 50% em uma semana, enquanto Flávio permaneceu com 37%. Brancos, nulos ou aqueles que afirmam que não irão votar passaram de 14% para 10%, e os indecisos permaneceram em 3%.

Entre os evangélicos, Flávio mantém a dianteira, mas oscilou de 58% para 54%. Lula, por sua vez, passou de 28% para 30%. Os que dizem que votariam em branco, nulo ou não iriam votar passaram de 11% para 13%, enquanto os indecisos permaneceram em 3%.

Medo de Lula e dos Bolsonaro

A Quaest também perguntou aos entrevistados qual cenário provoca mais medo: a reeleição de Lula ou a volta da família Bolsonaro ao poder. As respostas apresentam diferenças entre os dois grupos religiosos.

Entre os católicos, 52% afirmam ter mais medo da volta dos Bolsonaro ao poder, contra 36% que apontam a reeleição de Lula. Outros 6% têm medo dos dois cenários, 2% não têm medo de nenhum e 4% não souberam ou não responderam.

Entre os evangélicos, o resultado se inverte: 56% dizem ter mais medo de uma reeleição de Lula, enquanto 29% apontam a volta da família Bolsonaro. Outros 7% têm medo dos dois cenários, 2% não temem nenhum deles e 6% não souberam ou não responderam.

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A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro. O nível de confiança é de 95%. Nos recortes apresentados, a margem de erro é de três pontos percentuais entre católicos e de quatro pontos entre evangélicos. O levantamento, encomendado pelo Globo e pela TV Globo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06520/2026.

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