O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, classificou como “aberração eleitoral” a medida provisória para proibir o funcionamento de bets no Brasil. A declaração ocorreu durante conversa com jornalistas em Varginha, no Sul de Minas Gerais, neste sábado (26/9).  

Às vésperas das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nessa sexta-feira (25/9) duas medidas provisórias: uma para barrar as bets e outra para que o governo federal faça um leilão a fim de comprar R$ 150 bilhões em dívidas dos brasileiros com instituições financeiras. O reajuste ao Bolsa Família ficou em 15% e aconteceu no último dia 17. 

"Estamos diante de uma aberração eleitoral. Faltando poucos dias para a eleição, o governo federal começa a fazer tantas coisas que teve quase quatro anos para fazer. Por que ele aprovou as bets lá atrás? Visando só arrecadação, mesmo que à custa da destruição financeira das pessoas mais humildes", disse Zema à imprensa. 

"Um presidente que já teve oportunidade para fazer o Brasil avançar e nunca fez, pelo contrário, ele abriu espaço para a bandidagem. É mais uma vez oportunismo político puro de alguém que está vendo que não deve ganhar a eleição", completou. 

O fim das bets

As bets já estão no discurso de Lula há vários dias. Em comício em Guarulhos, no último dia 18, por exemplo, o petista já havia afirmado que estava decidido a acabar com as bets e rebatido a pressão de clubes de futebol contrários à proibição. 

A partir de 6 de outubro, os sites das bets serão bloqueados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), com orientações para que as pessoas saibam como resgatar o dinheiro. O governo também enviará ao Congresso um projeto de lei para criminalizar as bets e seus operadores.

Compra de dívidas

O governo pretende comprar R$ 150 bilhões em dívidas bancárias dos brasileiros, por meio de um leilão que será realizado em novembro, com recursos do Tesouro Nacional ou dos bancos públicos.

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O foco será na compra de dívidas em atraso do cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, além do crédito pessoal sem consignação em folha. A ideia é buscar os débitos não quitados no prazo de dois a quatro anos e meio.

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