O diretor da Quaest, Felipe Nunes, avaliou como “bastante baixa” a probabilidade de a eleição presidencial ser definida ainda no primeiro turno. Durante participação no programa Central das Eleições, da GloboNews, nessa quata-feira (23/9), ele afirmou que, para isso ocorrer, seria necessário que as candidaturas que se apresentam como alternativas à polarização - de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) - praticamente desaparecessem e que seus eleitores migrassem de forma concentrada para um dos dois principais candidatos.
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“Eu diria que a probabilidade de a eleição terminar no primeiro turno é bastante baixa”, afirmou Nunes. Segundo o diretor da Quaest, os dados das pesquisas indicam que pelo menos metade dos eleitores dos demais candidatos já definiu o voto e dificilmente abandonaria sua escolha. Nunes relacionou essa resistência também à rejeição de parte desse grupo tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
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“Pelo menos metade dos eleitores desses outros nomes da terceira via já definiu o voto e provavelmente não vai abandonar os seus candidatos preferidos. Até porque a rejeição dessas pessoas ao Flávio Bolsonaro e ao Lula é uma rejeição muito óbvia. Então, essa migração é difícil”, opinou.
Nunes também ponderou que, mesmo entre os eleitores que podem trocar de candidato, os votos não necessariamente seriam direcionados integralmente a Flávio ou Lula. De acordo com ele, os levantamentos mostram que uma parcela dos eleitores das candidaturas alternativas à polarização prefere Lula em um eventual confronto entre os dois.
“Quando a gente compara a rejeição de alguns desses eleitores a esses dois nomes, tem um percentual, eu diria, de 30%, que vai para o Lula. Então, não é que o Lula fica sem voto nenhum, ele ganha um pedaço dessa migração”, explicou.
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De acordo com Nunes, dados da pesquisa divulgada na segunda-feira indicam uma divisão de aproximadamente 70% a 30% entre Flávio e Lula, respectivamente, entre os eleitores de outros candidatos que apontam uma preferência por um dos dois em um eventual segundo turno. Para uma definição já na primeira etapa da votação, porém, Nunes avalia que seria necessária uma combinação mais ampla de fatores.
