A ausência de Alexandre Kalil (PSD), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Patrus Ananias (PT) se tornou munição para os candidatos que participaram do debate da TV Alterosa, em parceria com o Estado de Minas e o Portal Uai, nesta sexta-feira (18/9). Flávio Roscoe (PL) aproveitou principalmente para direcionar críticas a Patrus e Cleitinho.

O candidato questionou primeiro o petista, que afirmou que vai pagar a dívida do estado por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), mas que essa não será sua prioridade.

“O que não será prioridade? Quer dizer, na minha leitura, você só paga uma conta com recurso. Se não é prioridade, é porque talvez ela não seja paga. E o que eu tenho visto muito pouco é quais são as soluções para se pagar essa dívida. Lembrando que cada mineiro hoje deve R$ 10 mil se a conta do estado fosse dividida para cada e nós é que vamos pagar através dos impostos”, afirmou Roscoe.

O candidato do PL aproveitou o gancho para dizer que, se eleito, o Propag será pago por meio de uma medida de “destravamento total do estado”.

Em outro momento, Roscoe questionou a ausência de Patrus Ananias nos debates. Até agora, o candidato tem participado de sabatinas e entrevistas. Para o encontro desta sexta-feira, a assessoria informou que o evento realizado no dia anterior, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Montes Claros, no Norte do estado, influenciou no cancelamento da participação.

“O que ele tem a esconder que ele não até agora não foi nenhum debate em que ele estivesse presente? E isso é um ataque à democracia. Na minha leitura, alguns candidatos têm se ausentado do debate porque não querem que a população conheça efetivamente as suas propostas ou até mesmo porque tem coisa a esconder”, argumentou.

Na sequência, Roscoe também criticou o presidente. “Eu tenho certeza que é o legado do Lula que ele está escondendo. É o que o Lula fez com o nosso país, está destruindo o Brasil nesse último governo e com certeza se for mantido, vai trazer mais problemas para o nosso estado. Quando o Brasil vai mal, o estado vai mal. Um grande problema da próxima gestão não é só a dívida pública do estado de Minas Gerais, é que a atividade econômica tende a estagnar e com isso não vai haver crescimento da dívida.”

Cleitinho também na mira

Roscoe também direcionou críticas a Cleitinho Azevedo ao citar a proposta do candidato de reduzir ou isentar a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Segundo ele, a medida precisa vir acompanhada de uma explicação sobre como compensar a perda de arrecadação.

“O candidato Cleitinho declara que seu plano de governo é que ele vai isentar o IPVA ou vai reduzir o IPVA e vem anunciando isso a todos os cantos. A pergunta é como ele pretende fazer isso, já que são R$ 14 bilhões previstos no orçamento deste ano e para o ano que vem já tem débito de sete.”

“Eu queria dizer para o eleitor que ele tem que estar muito preocupado com as promessas de campanha. Prometer é muito fácil, cumprir é difícil. E os candidatos têm que ter mais seriedade, porque é muito fácil chegar aqui e falar assim: ‘Eu vou fazer isso, eu vou cuidar da saúde, eu vou construir dezenas de hospitais. Eu vou cuidar da estrada, eu vou reformar 100.000km de estradas”, disse na sequência, afirmando que o eleitor deve avaliar com cautela as promessas apresentadas durante a campanha.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Roscoe continuou citando propostas relacionadas à redução de impostos e investimentos públicos. “'Eu vou isentar o IPVA, eu vou isentar o ICMS', mas isso não é possível. Nós vivemos no mundo real. O estado paga quando tem dinheiro. E nós, os candidatos que eu entendo que têm proposta séria, ficamos sempre incomodados, que somos questionados a todo momento. Por que você não vai fazer isso? Por que você não vai fazer aquilo? Eu gostaria de fazer isso tudo, mas eu só posso fazer o que é possível.”

compartilhe