O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição em Minas Gerais, disse nesta terça-feira (15/9) que pretende implantar um "cercamento eletrônico" nas divisas do estado para combater a atuação do crime organizado.

Batizado de “Escudo Mineiro”, o projeto prevê sistemas de reconhecimento facial e controle de placas de veículos nas fronteiras estaduais e nos grandes centros urbanos. A proposta foi apresentada durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa.

Segundo Simões, a tecnologia seria utilizada para identificar foragidos que tentassem entrar ou sair de Minas, além de veículos roubados, clonados ou transportando cargas suspeitas. O governador afirmou que mais de 2 mil pessoas foram presas pela polícia mineira nos últimos 18 meses com o auxílio de sistemas de identificação facial.

Simões ressaltou que o cercamento eletrônico seria acompanhado da continuidade de operações voltadas ao enfraquecimento financeiro de organizações criminosas dentro do estado.

Mais policiais

Ao tratar da criminalidade nos grandes centros, Simões defendeu a manutenção das contratações de policiais para ampliar a presença das forças de segurança nas ruas. Segundo ele, o estado contratou, em média, 5 mil policiais por ano nos últimos quatro anos. "Essa pequena criminalidade, os furtos, eles têm a ver com sensação de segurança. Então, eu preciso de mais gente na rua. Esse é um compromisso meu", declarou.

Reajuste para forças de segurança

Simões também se comprometeu a buscar a aprovação da PEC 40 ou de uma proposta equivalente para garantir reajustes anuais pela inflação aos profissionais das forças de segurança. "Já falei que eu posso propor a PEC assim que acabar a eleição. (...) Se quiserem que seja via substitutivo, tudo bem, senão eu mando um texto avulso para a gente garantir o reajuste inflacionário para as forças de segurança todos os anos", disse.

Segundo o governador, a garantia evitaria que a recomposição salarial dependesse anualmente de negociações políticas.

Violência contra a mulher

Sobre a violência contra a mulher, Simões defendeu que as políticas públicas não fiquem restritas à repressão policial. Além da Patrulha Maria da Penha e das delegacias especializadas, o governador afirmou que pretende combinar ações de segurança com medidas de geração de renda e educação. Para Simões, a dependência financeira pode dificultar o rompimento de relações abusivas.

"A mulher que consegue pagar as suas contas está menos suscetível à violência, porque ela se liberta psicologicamente de uma marca que é dada para ela, para dizer: 'Você não dá conta'", declarou.

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O governador também defendeu uma mudança cultural para combater formas de violência que ocorrem dentro das relações familiares e nem sempre chegam ao conhecimento das forças de segurança. Simões citou agressões psicológicas, morais e financeiras e disse ter tratado do tema com líderes religiosos, escolas e universidades. "A gente tem que criar uma lógica de uma teia de intolerância com a agressão psicológica, moral à mulher pelo companheiro, pelo filho, pelo pai, por quem quer que seja", disse.

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