Simões descarta privatizar Cemig, mas quer discutir venda da Gasmig
Governador diz que eventual venda da distribuidora de gás será discutida com a Assembleia e critica capacidade atual de investimento da empresa
compartilhe
O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição em Minas Gerais, descartou privatizar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em um eventual novo mandato, mas disse que pretende discutir a venda da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), controlada pela estatal.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, nesta terça-feira (15/9), Simões argumentou que a distribuidora de gás não tem realizado os investimentos necessários para ampliar sua atuação no estado.
- Simões: ‘Quero que o dinheiro do pagamento da dívida fique em Minas’
- Simões atribui baixo desempenho de Zema à polarização nacional
- Simões sobre propostas de Cleitinho: ‘Vai imprimir dinheiro?’
Simões comparou os investimentos da companhia mineira aos realizados pela distribuidora de gás do Espírito Santo e avaliou que Minas perde oportunidades pela baixa capacidade de expansão da rede.
“É um absurdo Minas Gerais ter uma companhia de gás que investe o mesmo tanto que a companhia de gás do Espírito Santo investe por ano, com um território que é 20% do nosso. Isso é uma demonstração de que estamos perdendo oportunidades”, disse.
Leia Mais
Na avaliação do governador, a situação está relacionada à estrutura da Gasmig como subsidiária da Cemig. Segundo ele, a estatal de energia não teria foco nem capacidade financeira suficientes para realizar os investimentos necessários na expansão da companhia de gás.
Simões ressaltou que a possibilidade de privatização não teria como objetivo principal gerar recursos para a Cemig, mas ampliar a infraestrutura de distribuição de gás natural em Minas.
Fornecimento de gás
O governador citou Belo Horizonte como exemplo do que considera uma limitação do atual modelo. Segundo Simões, apesar da presença da rede na capital, o gás canalizado não chega a estabelecimentos comerciais, como restaurantes, porque a atuação da companhia está concentrada no atendimento ao setor industrial.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Simões ainda reconheceu que uma eventual privatização da Gasmig dependeria de mudanças aprovadas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo o governador, seria necessária uma alteração constitucional e, posteriormente, a aprovação de uma lei autorizando a venda. "É um ativo que poderia render mais para Minas. Hoje ele não está atendendo a população", concluiu.