O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição em Minas Gerais, atribuiu nesta terça-feira (15/9) o baixo desempenho do ex-governador Romeu Zema (Novo) nas pesquisas de intenção de voto à polarização da disputa presidencial. Durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, Simões avaliou que o cenário também limita o crescimento de outros candidatos que tentam se apresentar como alternativa aos dois principais polos da eleição.
“Nós, aparentemente, até aqui, pelo menos, não conseguimos nos livrar da polarização na disputa nacional. Eu atribuo exclusivamente a isso”, avaliou. Segundo pesquisa Quaest divulgada nessa segunda-feira (14/9), Zema aparece com 1% das intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera, com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 31%.
Ao comentar o desempenho do antecessor, Simões comparou a situação de Zema à de Ronaldo Caiado (PSD). Para o governador mineiro, os dois enfrentam dificuldades semelhantes para conquistar espaço em uma eleição ainda concentrada nas candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro.
“Zema e Caiado vão fazendo um desenho bem parecido. Eles são candidatos parecidos do ponto de vista do que propõem, apesar de serem diferentes na forma de trato, e aconteceu a mesma coisa com os dois”, pondera.
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Simões avaliou ainda que Zema e Caiado são “os dois melhores candidatos” da disputa, mas não conseguiram até agora abrir espaço entre os eleitores. Segundo ele, Augusto Cury (Avante), que aparece na terceira colocação, embora tenha alcançado um percentual superior ao dos dois, também enfrenta limitações para romper a polarização.
‘Alternativa à polarização’
Na avaliação de Simões, a soma das intenções de voto dos candidatos que buscam se colocar fora dos dois principais polos permanece praticamente estável desde o início da disputa. Para ele, o cenário indica dificuldade para a construção de uma alternativa eleitoral.
“Isso é preocupante, porque isso significa que o Brasil está preso em uma espiral na discussão nacional de disputa ideológica mal colocada, porque, se fosse ideologia mesmo, talvez a gente estivesse discutindo nomes como o de Zema e Caiado”, disse.
O governador descartou interpretar o desempenho do ex-governador mineiro como resultado de problemas na condução de sua candidatura e disse esperar uma mudança no cenário até o fim da campanha.
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“Eu não aponto isso como um fracasso da campanha do ex-governador Zema. Isso é um fracasso da tentativa de se construir uma alternativa à polarização”, declarou.
