Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais, criticou a situação do Hospital Regional de Teófilo Otoni durante visita à cidade, de cerca de 140 mil habitantes, no Vale do Mucuri, nesta sexta-feira (11/9). Quatro meses após a inauguração da unidade, apenas 40 dos 427 leitos prometidos estão em funcionamento. 

Para o ex-prefeito de Belo Horizonte, a entrega do prédio não pode ser considerada suficiente enquanto o hospital não estiver funcionando com toda a capacidade prevista. Durante a passagem pela cidade, Kalil também alfinetou o governador Mateus Simões (PSD).

“O Hospital de Teófilo Otoni foi construído pela Vale do Rio Doce, pela tragédia de Brumadinho. E o governador esteve aqui [na cidade] e não teve coragem nem de ir lá. Porque não tem médico, não tem atendimento, tem quatro pessoas lá dentro. Porque não sabe abrir e não vai, com oito anos prometendo”, afirmou Kalil, durante visita à Feira Coberta, tradicional no bairro de Fátima.

Os recursos das obras do Hospital Regional de Teófilo Otoni são provenientes do Acordo Judicial de Brumadinho. “Vir a Teófilo Otoni é tão importante que eu estou aqui pela segunda vez. É a principal cidade do Vale do Mucuri. E está abandonada há 12 anos. Eu vim dizer que este abandono tem que acabar”, disse Kalil. 

Kalil promete ativação completa de hospitais regionais

Um dos pontos do programa de governo de Kalil para a saúde é a ativação completa dos cinco hospitais regionais. A proposta é apresentada pelo candidato como forma de reduzir os vazios assistenciais e as longas viagens de pacientes em busca de atendimento.

Segundo o candidato, apesar das promessas feitas pela gestão Romeu Zema (Novo) e Simões, nenhum dos hospitais regionais citados está em funcionamento pleno para atendimento à população.

Kalil também pretende levar para o governo estadual uma política de ampliação dos investimentos em saúde semelhante à adotada durante sua gestão na Prefeitura de Belo Horizonte. Na capital, foram destinados 27% do orçamento público à área, percentual acima dos mínimos constitucionais de 15% para municípios e 12% para estados.

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Segundo o programa do candidato, a proposta é ampliar os recursos para a saúde por meio da redução de gastos da máquina pública e da revisão das isenções fiscais.

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