Coordenador de campanha diz que Lula 'não tem que debater com miliciano'
Aliado do presidente se mostrou contra a participação do candidato à reeleição no debate da Globo
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O coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, disse ser contra a participação do presidente no debate da TV Globo, que acontecerá na próxima quinta-feira (1/10). "Não vejo sentido em debater com miliciano no primeiro turno", disse o aliado do petista à jornalista Letícia Casado, colunista do UOL, em referência a Flávio Bolsonaro (PL).
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A afirmação de Carvalho, no entanto, não descarta a participação de Lula em debates num eventual segundo turno. Para ele, a ida a um programa seria motivo de constrangimento para o petista.
"Se a população escolher Flávio Bolsonaro para o segundo turno, Lula vai ter que se submeter a esse constrangimento. De um lado, temos um chefe de estado respeitado ao redor do mundo, e de outro temos um miliciano pior que o pai [o ex-presidente Jair Bolsonaro]", afirmou o coordenador de campanha.
O coordenador, em seguida, minimiza a não participação de Lula nos debates, já que o petista participou de sabatinas e entrevistas para veículos nacionais e internacionais. Segundo Carvalho, o presidente é o único candidato a apresentar um plano de governo sólido, além de que a população já conhece sua capacidade e seu tamanho como político.
Ainda sobre os debates, o aliado de Lula relembrou a participação no debate de 2022, onde o presidente enfrentou o candidato à presidência pelo PTB, à época, Padre Kelmon. Carvalho lamentou que, na ocasião, o petista teve de encarar a "cena constrangedora de debater com padre de quermesse".
Por fim, o coordenador da campanha de Lula criticou as acusações de Flávio Bolsonaro sobre uma possível articulação entre a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o PT para a disseminação de fake news sobre um plano para tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
"Foi muito grave essa fala e revela o quanto ele é autoritário. Ele realmente estava tentando trazer a ideia de que era 'o melhor dos Bolsonaro', como fala sua propaganda. Mas muito longe disso: ele consegue ser mais bandido do que o próprio pai", declarou Carvalho.
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*Estagiário sob supervisão do subeditor Humberto Santos