André Mendonça voou em aeronave de ex-parceiro de negócios de Daniel Vorcaro
Viagem a evento em Minas foi em aeronave da Cedro, grupo que já aportou R$ 5,2 milhões em instituto fundado pelo magistrado; veja os detalhes
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O ministro André Mendonça viajou em uma aeronave de um ex-parceiro de negócios de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para um evento jurídico em Minas Gerais, em agosto de 2025. O voo de helicóptero e o embarque ocorreram em um hangar operado pela Cedro Participações, empresa de Lucas Kallas. A informação é da jornalista Daniela Lima, do UOL.
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Todo o trajeto do ministro, de Belo Horizonte a Itabira (MG), foi organizado pelo grupo Cedro. A empresa aportou R$ 5,2 milhões em um instituto fundado por Mendonça, o Iter. Após a revelação do caso, a entidade encerrou o contrato com a Cedro e começou a devolver os valores. O ministro também deixou a sociedade no instituto.
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Um e-mail enviado em 3 de agosto de 2025 por uma conta ligada à Cedro Aviações à autoridade aeroportuária da Pampulha, em BH, informava sobre o desembarque de uma autoridade no dia seguinte. O comunicado solicitava um procedimento especial de vistoria e escolta por se tratar de uma figura de "relevância pública".
O pedido incluía a liberação da entrada dos carros da escolta sem parada na guarita do aeroporto e sem a necessidade de baixar os vidros. A Polícia Federal, no entanto, não encontrou nenhum pedido formal de autoridade e determinou a adoção do procedimento padrão, sem exceções.
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No dia seguinte, descobriu-se que o passageiro era o ministro André Mendonça. Ele embarcou em um helicóptero registrado em nome da Extrativa Mineral, uma empresa adquirida pelo grupo Cedro em 2020, e seguiu para o evento em Itabira.
O que dizem os envolvidos
A assessoria do ministro afirmou que a logística de deslocamento ficou a cargo da organização do evento, patrocinado pela OAB-MG e por um sindicato. Segundo a nota, a participação foi "estritamente acadêmica e institucional", sem remuneração, e Mendonça não participou da escolha dos fornecedores.
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A Cedro informou que disponibilizou a aeronave a pedido da OAB-MG e do Sindicato Metabase para o transporte de participantes, cuja lista foi definida pelos organizadores. A empresa negou ter responsabilidade no planejamento do evento e disse que Daniel Vorcaro "jamais teve qualquer relação societária" com seus negócios.