Fux e Nunes Marques foram removidos da delação de Vorcaro, diz colunista
Natália Portinari, colunista do UOL, afirmou que ministros do STF tiveram as menções removidas na última versão da proposta de delação do banqueiro
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Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram seus nomes removidos na última versão da proposta de delação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O nome dos dois ministros apareciam nas primeiras versões enviadas às autoridades. A informação é de Natália Portinari, colunista do UOL.
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Segundo a colunista, as propostas de delação foram enviadas à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), e negadas pelas instituições, que avaliaram que os relatos não teriam provas suficientes. Os investigadores avaliaram que não havia irregularidades nos fatos relatados pelo banqueiro ou prova de favorecimento do banco pela parte dos ministros citados.
Vorcaro citou um contrato do banco com uma consultora tributária em que Kevin Nunes Marques, um dos filhos de Nunes Marques, é sócio. Dados financeiros do Banco Master mostram envios que totalizam R$6,6 milhões no total para a Consult Inteligência. Em diálogos no celular de Vorcaro, ele cita pagamentos de R$500 mil por mês para o filho do ministro pela consultoria.
De acordo com o ex-banqueiro, o negócio o interessava pela possibilidade de "criar proximidade" com o ministro, mas não relatava nenhum envolvimento do magistrado no caso. Vorcaro cita encontros com Nunes Marques em "algumas ocasiões" em que os dois se cruzaram durante eventos, em que desenvolveram uma "relação de amizade".
Nas propostas de delação, Vorcaro ainda teria dito que mantinha uma relação próxima com advogado Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux. O capítulo em que Fux é citado não envolve dinheiro, segundo a colunista. De acordo com o ex-banqueiro, foram feitas tratativas para a contratação do escritório de Rodrigo, mas o contrato não foi adiante. Vorcaro teria trocado mensagens com o filho de Fux por mais de um ano, segundo registros do celular.
O ex-banqueiro ainda teria pedido ao advogado Ciro Soares, que é próximo à filha do ministro, Marianna Fux, para tratar com o magistrado sobre assuntos precatórios, mas o assunto não prosperou. Fux e Vorcaro teriam se encontrado somente uma vez, num evento em Nova Iorque, de acordo com o ex-banqueiro.
Assim como nos casos de envolvimento confirmado com os ministros Alexandre de Moraes e José Antônio Dias Toffoli, Daniel Vorcaro não apontou que houve crime na relação com os magistrados ou com seus filhos.
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*Estagiário sob supervisão do editor João Renato Faria