Moraes diz que Mendonça está a serviço de grupo golpista
Para Moraes, Mendonça afastou diretor da Polícia Federal para beneficiar grupo golpista
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou que o ministro André Mendonça “está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe no país”. A afirmação foi feita na sessão da Corte nesta terça-feira (15/9), que define se deverá ser aberta ou não uma investigação sobre supostas relações entre ele e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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Na última semana, Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, diante de indícios de irregularidades na produção de relatórios atribuídos à estrutura de inteligência da corporação. Na decisão, ele pontuou possível falha no cumprimento das regras internas que disciplinam a atividade de inteligência policial e estabelecem limites para a coleta, análise e disseminação de informações.
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A decisão foi anulada pelo ministro Flávio Dino, que declarou a reintegração imediata de Andrei e Leandro. Ao analisar pedido de Andrei, que questiona pedido do Partido Novo pelo afastamento, Dino afirmou que a legenda não tinha legitimidade para solicitar uma medida cautelar penal contra o diretor-geral da corporação. O ministro também questionou a competência de Mendonça para decidir sobre o caso individualmente e relembrou que já havia sessão marcada para análisar os relatórios da PF.
Sete dos 29 réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por trama golpista cumprem as penas. Dentre eles está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Também cumprem o período de detenção em regime fechado o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os ex-ministros Walter Braga Netto, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira.
Na sessão, Moraes questionou: “Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a PF colocasse um colega na colaboração premiada?”, insinuando interesse do grupo bolsonarista ligado à tentativa de Golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, logo após a derrota de Jair Bolsonaro e a vitória de Lula (PT) nas eleições presidenciais. Na sua argumentação, acusa Mendonça de tentar incluí-lo em delação de Daniel Vorcaro.
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“Eu tenho testemunhas e o ministro André, em reunião, disse ‘incluam o ministro Alexandre’. Por quê? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe no país”, acusou Moraes. Mendonça disse que a afirmação era mentira e que não se pronunciaria.