O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.

Em publicação no X (antigo Twitter), o presidenciável declarou que a chapa puro-sangue proposta pelo Partido Liberal foi montada no “puro pragmatismo e desgaste na Justiça”. Segundo o goiano, a indicação de Gaspar indica “o grupo do Flávio tem de mais manchado na praça... contradição, denúncias e embates jurídicos”.

“A pergunta que fica para a direita honesta é até quando vão aceitar essa história de 'votar apesar da corrupção'? Hipocrisia tem limite!”, escreveu na rede social.

A declaração foi feita em comentário a uma reportagem da Folha de S.Paulo sobre Gaspar ser alvo de um pedido da Polícia Federal (PF) de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto estupro de vulnerável. 

No pedido, a PF considerou elementos apresentados no fim de abril pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara, e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Os parlamentares apontaram indícios de que Gaspar teria estuprado uma adolescente de 13 anos, violência que teria gerado uma gravidez. Hoje, a suposta vítima tem 21 anos e a criança, 8. 

Conforme a notícia-crime, a criança, uma menina, teria sido registrada como filha da avó materna para proteger a identidade da vítima e do agressor. Ainda segundo o documento, o deputado teria oferecido R$ 70 mil para comprar o silêncio da família. O caso tramita sob sigilo no STF.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Gaspar nega as acusações. Ele publicou um vídeo nas redes sociais ao lado da menina apontada como a criança nascida do suposto estupro, em que ela diz que não é filha do deputado e, sim, de um primo de Gaspar, concebida em uma relação consensual. No entanto, a legislação brasileira entende que qualquer relação sexual com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável, independentemente de consentimento.

compartilhe