O deputado federal Mário Frias (PL-SP) publicou, na noite de terça-feira (14/7), uma foto ao lado de figuras de papelão em tamanho real do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em um evento de inauguração da Casa da Direita do Estado de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista.

Frias escreveu que, enquanto Jair está “preso em uma situação injusta”, Eduardo está “longe do Brasil, enfrentando um exílio político por denunciar os abusos cometidos contra a direita brasileira”.

Bolsonaro foi condenado a uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado, e cumpre pena temporariamente em regime domiciliar por autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Já Eduardo saiu do Brasil em fevereiro de 2025 e pediu licença de seu mandato em março daquele ano para denunciar o que ele classifica como “perseguição política”. Em dezembro do ano passado, perdeu o mandato de deputado federal.

Em junho de 2026, Eduardo foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão por coação no curso do processo que investigou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. O ex-deputado não foi preso por não estar em solo brasileiro – ele está sediado nos Estados Unidos.

Na publicação, o parlamentar afirmou que, mesmo que os Bolsonaros não estivessem presentes, “estavam representados em cada discurso e em cada abraço”.

“Eu pude estar presente e fiz questão de registrar esta foto ao lado de suas imagens. Mais do que uma fotografia, ela simboliza lealdade, resistência e compromisso com o legado que despertou milhões de brasileiros”, escreveu Frias, no X, que completou: “Podem tentar afastar nossas maiores lideranças, mas não conseguirão apagar suas ideias nem silenciar o povo”.

Mário Frias, que também é ex-Secretário Especial da Cultura da gestão de Jair Bolsonaro, é um aliado histórico da família Bolsonaro. Em movimentações recentes, ele esteve envolvido em transações milionárias do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o financiamento do filme biográfico do ex-presidente, “Dark Horse”.

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Em meio a uma negociação de R$ 134 milhões que viriam do bolso do banqueiro, Frias enviou um áudio chamando o empresário de “irmão” e afirmando que o filme iria “mexer com o coração de muita gente” e “ser muito importante para o nosso país”. O deputado havia negado uma participação do empresário investigado por fraudes bilionárias no financiamento do longa, mas voltou atrás e admitiu o financiamento após contradições em declarações públicas.

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