Deputado quer proibir convocação de jogadores que atuam fora do Brasil
Proposta também exige que o técnico e demais membros da comissão técnica sejam brasileiros e trabalhem no país
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O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou um projeto de lei que visa proibir que jogadores que atuam fora do país defendam a Seleção Brasileira em competições internacionais de futebol.
O texto ainda exige que o técnico e demais membros da comissão técnica sejam brasileiros e trabalhem no país. O atual treinador da Seleção é o italiano Carlo Ancelotti. As medidas seriam válidas para os times masculino e feminino, tanto no profissional como nas categorias de base.
A proposta vem na esteira da eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo, no último domingo (5/7). Pentacampeã, a Seleção foi eliminada ainda nas oitavas de final do torneio pela pouco tradicional Noruega, após perder por 2 a 1.
Luiz Carlos Hauly sustenta que o projeto de lei fortaleceria o futebol nacional, estimulando investimento nos clubes brasileiros. É a segunda vez que ele apresenta um texto nesse sentido. A primeira foi em 2006, ano em que a Seleção caiu para a França nas quartas de final do mundial.
“Você tem dúvida que um jogador que atua no Brasil e vai para a Copa vai dobrar o rendimento? Para ser reconhecido e ir para fora. [Hoje tem] falta de vergonha, de garra”, disse o deputado, ao Estado de Minas.
Hauly lembra que os cinco títulos conquistados pela Seleção foram com a maioria dos atletas jogando no Brasil. Neste ano, apenas 7 dos 26 convocados por Ancelotti atuam no futebol nacional.
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Publicidade de apostas
Um artigo do projeto ainda busca proibir que clubes, federações e demais entidades esportivas façam publicidade de apostas, em meio a uma onda de críticas às propagandas das chamadas “bets” nas transmissões da Copa do Mundo.
O deputado, que tem outras propostas que visam a proibição, explicou: “Eu quero proibir mesmo as bets, que a desgraça se abateu sobre o Brasil. Quantos jogadores envolvidos em escândalos…”
Hauly reconhece que a discussão é difícil no Congresso Nacional, vide muitos nomes que defendem os interesses das casas de aposta, mas diz que “sempre gostou de uma boa polêmica” e vai insistir no debate.
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Apesar de já apresentado na Câmara, o projeto de lei ainda não foi encaminhado e aguarda ação da Mesa Diretora para tramitar.