Mateus Simões: "O Palácio das Mangabeiras estava decrépito"
O governador ironizou críticas da oposição e disse que "a única reclamação do PT é onde guardamos os despojos deixados por Pimentel"
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O governador Mateus Simões (PSD), em entrevista ao Estado de Minas, comentou a polêmica envolvendo o Palácio das Mangabeiras, e disse que os móveis, objetos e obras de arte que faziam parte do acervo foram preservados e redistribuídos em instituições públicas. Até 2018, o Palácio das Mangabeiras era a moradia oficial dos chefes do Executivo. A oposição pediu ao Ministério Público de Minas Gerais e também ao Tribunal de Contas do Estado e à Polícia Federal que investiguem a retirada e o destino de todos os bens que faziam parte da residência oficial, hoje gerida pela iniciativa privada. O local é tombado como patrimônio histórico.
Simões também ironizou as cobranças da oposição sobre o destino dos bens, alegando que “a única coisa que o PT tem para reclamar é onde nós encaixotamos e colocamos os despojos deixados por Pimentel (Fernando Pimentel, ex-governador petista, entre 2015 e 2018)”.
De acordo com o governador, as peças estão catalogadas, sob acompanhamento e abertas à visitação pública. Já o acervo de livros foi destinado à Biblioteca Pública, onde permanece conservado e disponível para consulta mediante solicitação. “Eles não ficam expostos, mas estão todos lá”, afirmou. A controvérsia, segundo o governador, concentra-se no mobiliário e em objetos antigos. Esses itens, disse, foram inventariados pela Polícia Militar, responsável pela guarda dos palácios até a transferência da gestão para a área de cultura.
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Simões também criticou a expectativa dos deputados, que fizeram uma vistoria no Palácio de encontrar os móveis ainda no local, já que o espaço foi concedido e passou a sediar eventos, exposições e atividades diversas ao longo dos últimos anos. “É claro que os móveis não estão mais lá”, disse. Segundo ele, o espaço recebeu edições da mostra de decoração Casa Cor, em uma tentativa de requalificação. O governador afirmou que a iniciativa buscou recuperar o prédio, que, segundo ele, estava deteriorado.
Questionado sobre a possibilidade de o palácio ter sido mantido como museu, com a preservação de seu acervo de móveis e outros bens, o vice-governador disse que a decisão não foi de sua gestão e atribuiu a retirada ao então secretário de Cultura da época, Marcelo Matte. “Eu não tenho nenhuma curiosidade de ver um prédio decrépito com móveis estragados, obras de arte mal cuidadas”, declarou.
Para ele, a preservação cultural não está ligada ao mobiliário, mas ao acervo histórico. “Cultura não é escrivaninha”, afirmou. O vice-governador também criticou o que chamou de concentração de investimentos culturais em áreas específicas da capital e defendeu a descentralização de recursos para o interior do estado. Disse ainda não considerar prioritário investir recursos públicos na manutenção de “uma casa decadente”, como definiu o palácio em seu estado anterior.
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Confira a entrevista na íntegra na edição impressa desta sexta-feira (10/7) e também no www.em.com.br