Zema diz que Tarcísio seria candidato 'extremamente viável' à Presidência
Governador de Minas afirma que paulista tinha baixa rejeição para disputar a Presidência e diz que Bolsonaro incentivou sua candidatura
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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse nessa terça-feira (7/7) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), poderia ter sido um candidato "extremamente viável" à Presidência da República para as eleições de 2026. A declaração foi feita durante evento voltado ao mercado financeiro, em São Paulo, ao responder sobre seu capital político e os desafios para ampliar sua projeção nacional.
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Segundo Zema, Tarcísio reunia condições favoráveis para disputar o Palácio do Planalto, mas acabou ficando fora da corrida presidencial. "O Brasil poderia ter [uma candidatura] extremamente viável hoje e sem nenhuma rejeição maior. Você vê, o governador Tarcísio governou muito bem como governador e também como ministro. Por questões familiares etc., colocaram ele no segundo plano e, com isso, a direita perdeu no Brasil", afirmou.
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Tarcísio decidiu permanecer no governo paulista para concorrer à reeleição. O núcleo bolsonarista optou por lançar o senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato ao Planalto.
"Candidatura não faz sentido"
Apesar da fala, em outubro do ano passado, o então governador Romeu Zema afirmou que uma eventual candidatura de Tarcísio à Presidência não fazia "nenhum sentido". À época, avaliou que o mais racional era que ele buscasse a reeleição no estado.
"A posição dele [Tarcísio] hoje faz todo sentido, que é disputar a reeleição como governador de São Paulo. Se a reeleição fosse hoje, ele teria 80% de chances, na minha opinião, de ser reeleito. E ele deixar essa reeleição garantida para disputar uma outra, em que a chance talvez seja a metade, não faz nenhum sentido", disse o ex-governador mineiro, em coletiva durante a inauguração do centro de treinamento Iveco Academy, em Belo Horizonte, em outubro passado.
Apoio de Bolsonaro
Durante o evento promovido pelo Women Invest, Zema também revelou que conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de anunciar sua pré-candidatura à Presidência e contou ter recebido incentivo para entrar na disputa.
Segundo o governador mineiro, a existência de mais de um candidato da direita no primeiro turno fortalece o campo político, em vez de fragmentá-lo. "Alguém concluir que a direita está dividida. Não está, pelo contrário, fortalece a direita. Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor. Inclusive, eu tive com Bolsonaro antes de lançar e ele falou: 'Vai em frente, melhor para a direita'", declarou.
Campanha de 2022
Zema também relembrou sua participação na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022. Ele afirmou que, após ser reeleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, dedicou-se à campanha do então presidente durante o segundo turno da eleição.
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"Para quem não acompanhou, eu fui eleito no primeiro turno e fiquei 21 dias trabalhando para o Bolsonaro. Nós conseguimos 600 mil votos a mais para ele em Minas Gerais. Em Minas Gerais teve um empate técnico, como se fosse 49,9 a 50,1 no segundo turno, praticamente zeramos a diferença, mas não foi suficiente devido a outros estados e regiões do Brasil", pontuou.