O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) considerou que o suposto pagamento de mais de R$ 150 milhões em propina de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao senador Davi Alcolumbre (União-AP), foi o "preço do silêncio" no Senado.
A fala diz respeito a uma nova proposta de delação premiada de Vorcaro. Conforme divulgado pela revista Veja, o empresário citou um suposto pagamento de propina no valor de US$ 30 milhões (mais de R$ 150 milhões) ao presidente do Senado, por meio de uma transação em conta no exterior, em troca de apoio a interesses do banqueiro.
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Na visão de Zema, esse pagamento seria o motivo pelo qual Alcolumbre estaria se esquivando de pedidos de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que envolveria colegiado da Câmara e do Senado, para investigar as fraudes do Master, agora liquidado pelo Banco Central.
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“Ele [Alcolumbre] teria recebido US$ 30 milhões daquele banqueiro bandido. Tem mais de 280 assinaturas pedindo a CPMI. Mesmo assim, ele, presidente do Senado, se recusa a instalar a investigação. Agora nós sabemos o porquê”, afirmou o ex-governador em vídeo publicado nas redes sociais.
O pré-candidato do Novo também citou o contrato de R$ 129 milhões estabelecido pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, seguindo uma tática de seguidos ataques à Casa neste momento de pré-campanha presidencial.
"O preço para calar um certo ministro foi R$ 129 milhões. E com certeza tem muito, mas muito mais gente que esse bandido banqueiro precisa delatar", argumentou Zema, que também defendeu que as investigação continuem e que "caiam todos eles".
A proposta com a citação de propina foi rejeitada pela Polícia Federal, mas segue sob análise da Procuradoria-Geral da República. O mesmo material também inclui negócios do Master com integrantes do governo da Bahia, incluindo o ex-chefe do Executivo baiano e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA).
Conforme divulgado pelo veículo, a relação não incluía pagamento de propina, porém o empresário teria se comprometido a detalhar um esquema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores.
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Em nota enviada à imprensa, Alcolumbre negou ter recebido qualquer valor do ex-banqueiro e anunciou que irá adotar medidas judiciais nas esferas cível e criminal contra os responsáveis pelas acusações.
