Delação de Vorcaro cita propina de US$ 30 mi a Davi Alcolumbre
A Polícia Federal rejeitou proposta, mas o material segue sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR)
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Nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, inclui uma acusação de suposto pagamento de propina no valor de US$ 30 milhões — aproximadamente R$ 153,5 milhões — ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta, mas o conteúdo segue sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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A informação foi divulgada pela revista Veja. Conforme a publicação, Vorcaro teria oferecido aos investigadores um relato sobre a utilização de uma conta no exterior para repassar recursos ao senador em troca de apoio a interesses do banqueiro. A operação financeira teria sido realizada por Augusto Lima, empresário e ex-sócio de Vorcaro no banco.
Nesta quinta-feira (11/6), a PF comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou a proposta de colaboração. Apesar da decisão, o material continua sendo analisado pela PGR. Conforme a Veja, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou que a documentação seja examinada com cautela e ainda não estabeleceu prazo para concluir a avaliação.
Outra parte da proposta de delação trata de negócios do Banco Master com integrantes do governo da Bahia. De acordo com a revista, o ex-chefe do Executivo baiano e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA) seria citado nos relatos. Não há menção a pagamento de propina, mas Vorcaro teria se comprometido a detalhar como funcionava um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais.
Esta é a segunda tentativa do banqueiro de firmar um acordo de colaboração premiada. A primeira proposta foi rejeitada pela Polícia Federal em 20 de maio, sob a alegação de ter informações insuficientes. Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República sinalizou interesse em manter as negociações e receber informações complementares.
Presidente nega
Em nota enviada ao Estado de Minas, Alcolumbre negou ter recebido qualquer valor do ex-banqueiro e anunciou que irá adotar medidas judiciais nas esferas cível e criminal contra os responsáveis pelas acusações. Ele afirmou, no texto, que as alegações "são absolutamente falsas", "serão tratadas com a máxima frieza" e que "a verdade prevalecerá".
Veja a nota na íntegra:
"As alegações publicadas pela revista VEJA envolvendo o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza.
O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir.
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A verdade dos fatos prevalecerá e aqueles que formulam acusações irresponsáveis serão responsabilizados."