O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) voltou a criticar Romeu Zema (Novo) nesse sábado (16/5), após o ex-governador afirmar que considera “uma página virada” o atrito recente com integrantes da família Bolsonaro.

Em publicação no X (antigo Twitter), Carlos ironizou a declaração de Zema ao compartilhar uma reportagem sobre a fala do ex-governador. “Onde o ‘liberal’ enfiou o grande milho? O resto da cena é só coincidência!”, escreveu.

A reação ocorreu após Zema afirmar que ficou “muito decepcionado” com as revelações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, mas negar rompimento político com o grupo bolsonarista. Durante encontro estadual do Novo, realizado no Mercado de Origem, em Belo Horizonte, o ex-governador disse que agiu conforme seus “princípios e valores” ao criticar o senador publicamente.

“Esse fato me decepcionou e eu agi de acordo com meus princípios. Prezo pela transparência”, afirmou Zema.

O episódio teve início após a divulgação de mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos a Vorcaro para concluir o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, Zema classificou o caso como “um tapa na cara do brasileiro”, o que provocou reações de aliados do ex-presidente e de integrantes do PL.

Zema durante encontro estadual do Novo em Belo Horizonte

Gladyston Rodrigues/ EM/D.A.Press

Na sexta-feira (15/5), Flávio afirmou que o ex-governador mineiro foi “precipitado” ao criticá-lo sem ouvir sua versão. Segundo o senador, Zema deveria ter dado a ele “o benefício da dúvida”. “Ele se equivocou em se antecipar e me pré-condenar. Eu jamais faria isso com ele”, declarou.

Outro a reagir foi o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que acusou Zema de explorar politicamente o desgaste do senador. Eduardo também relembrou que o Novo em Minas Gerais recebeu, nas eleições de 2022, R$ 1 milhão em doação de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, preso nesta semana pela Polícia Federal.

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Apesar das críticas, Zema afirmou que não houve ruptura com o PL e defendeu a união de candidaturas da direita em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. “Sempre respeitei muito o presidente Bolsonaro e atuei ativamente no segundo turno dele no estado”, disse o ex-governador.

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