Simões minimiza falas de Zema sobre Flávio Bolsonaro
Governador de Minas diz que cenário é de 'apaziguamento' e que caso afeta mais imagem do senador
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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou neste sábado (16/5) que as declarações do ex-governador Romeu Zema (Novo), com críticas a possíveis aliados, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), não devem afetar as articulações políticas em torno de sua candidatura à reeleição.
Durante encontro do Novo em Belo Horizonte, do qual participou ao lado de Zema, Simões disse ver um ambiente de estabilidade no estado. "Estou muito tranquilo. O cenário em Minas Gerais é de apaziguamento", afirmou.
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O governador declarou manter diálogo com diferentes forças da direita e reiterou a expectativa de aliança com a federação formada por União Brasil e PP. Segundo ele, lideranças dessas siglas compartilham visão semelhante à de Zema sobre o cenário nacional.
"Precisamos de transparência e seriedade, senão acabamos destruindo um projeto de retirar a esquerda do cenário nacional e impedir seu retorno em Minas", declarou. Simões busca o apoio dos dois partidos para sua candidatura à reeleição.
As declarações ocorrem após Zema criticar Flávio Bolsonaro, citado em denúncias envolvendo pedido de dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O ex-governador também fez ataques ao presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), igualmente mencionado no caso.
Zema x Flávio Bolsonaro
Zema disse que as revelações envolvendo as relações entre Flávio e Vorcaro são um "tapa na cara do brasileiro" e que Nogueira é um "político vendido". A declaração sobre o presidente do PP ocorreu depois de a Polícia Federal deflagrar uma operação que também investiga relações entre o senador e o banqueiro.
Para Simões, eventuais desgastes tendem a se concentrar na imagem de Flávio Bolsonaro. Ele, no entanto, pregou cautela. "Vamos esperar os esclarecimentos. É uma questão de transparência."
No caso do PL, o governador relativizou possíveis impactos nas articulações locais ao destacar que o partido não integra formalmente a construção de sua candidatura. "Não acho que atrapalha a conversa em Minas porque eles não estão sentados à mesa conosco neste momento", disse.
Apesar de manter interlocução com parlamentares do partido, Simões reconheceu que a legenda pode seguir outro caminho. Ele citou como possíveis nomes ao governo do estado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, e o senador Cleitinho (Republicanos).
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Simões afirmou confiar na manutenção do apoio de União Brasil e PP e defendeu a divulgação completa das informações envolvendo o Banco Master. "É muito ruim que a gente não saiba até onde vai esse esquema."