O influenciador e empresário Pablo Marçal (União Brasil) saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de áudios envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Em participação no podcast Tubacast, transmitido nessa sexta-feira (15/5), Marçal afirmou que conversou com o senador e disse não ver ilegalidade nas conversas reveladas pelo portal The Intercept Brasil.
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Para Marçal, o conteúdo divulgado indica uma relação de patrocínio privado para financiamento do filme “Dark Horse”, obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Não tem ilícito ali, não tem crime. Você pode ficar incomodado”, afirmou.
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Durante a entrevista, Marçal criticou o vazamento de informações que estavam sob sigilo de Justiça e disse que parte da repercussão pública ocorre pela associação direta entre Vorcaro e as investigações conduzidas pela Polícia Federal. O banqueiro foi preso em investigação sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e lobby envolvendo setores político, econômico e de mídia.
“Quando você ouve esse tipo de áudio, você já vincula diretamente a toda a desordem que o cara fez”, declarou o influenciador. Ainda assim, ele defendeu cautela antes de condenações públicas. “O brasileiro já nasceu para ser juiz”, disse, ao argumentar que o país tem o hábito de julgar pessoas sem aguardar o devido processo legal.
Marçal também recorreu a uma referência bíblica para comentar o caso. “Jesus falou: ‘Quem nunca pecou atire a primeira pedra’”, afirmou. Segundo ele, Flávio Bolsonaro demonstrou tranquilidade durante a conversa entre os dois. “O Flávio estava tranquilo”, declarou.
Relação com Vorcaro
A crise envolvendo o senador ganhou força após o The Intercept Brasil divulgar, na quarta-feira (13/5), um áudio em que Flávio cobra R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. Na gravação, o senador chama o empresário de “irmão” e afirma que estará “sempre” ao lado dele.
De acordo com a reportagem, parte dos recursos teria sido transferida para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O portal afirma ainda que ao menos R$ 61 milhões já teriam sido pagos para a produção.
Inicialmente, Flávio negou a existência do áudio. Posteriormente, confirmou ter recebido recursos de Vorcaro para o filme, mas afirmou que não houve qualquer irregularidade. O senador disse que conheceu o banqueiro após o fim do governo Bolsonaro e negou ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou recebido benefícios pessoais.
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“Um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, afirmou o parlamentar ao comentar o caso.
