PL foi o partido que mais votou contra o fim da escala 6x1; veja
Legenda foi responsável por nove dos 19 votos contrários à proposta aprovada pela Câmara dos Deputados em segundo turno
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O Partido Liberal, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o partido com o maior número de votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas. Dos 19 votos contra registrados no segundo turno da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, nove vieram da legenda.
A Câmara aprovou, em dois turnos, a PEC 221/19, que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado. No segundo turno, o texto recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. Na primeira votação, foram 472 votos a favor e 22 contra.
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Votaram contra pelo PL os deputados Nicoletti (RR), Bibo Nunes (RS), Mauricio Marcon (RS), Caroline de Toni (SC), Daniel Freitas (SC), Daniela Reinehr (SC), Julia Zanatta (SC), Ricardo Guidi (SC) e Rosangela Moro (SP).
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Além do PL, parlamentares do Novo, MDB, PP, PSD, União Brasil e Missão também rejeitaram a proposta. O Novo foi o único partido que orientou voto contrário à PEC.
No Novo, votaram contra Marcel van Hattem (RS), Gilson Marques (SC), Adriana Ventura (SP) e Ricardo Salles (SP). Pelo MDB, se posicionaram contra Carlos Chiodini (SC) e Pezenti (SC). O deputado Kim Kataguiri (SP), do Missão, também votou contra o texto.
Completam a lista de votos contrários Sérgio Turra (PP-RS), Lucas Redecker (PSD-RS) e Fabio Schiochet (União-SC).
Santa Catarina foi o único estado em que a maioria da bancada votou contra a proposta. Dos 16 deputados catarinenses, nove se posicionaram contra o texto.
PEC aprovada
A proposta aprovada é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para textos apresentados pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP). O texto prevê transição gradual até a implementação da jornada de 40 horas semanais sem redução salarial.
Pela PEC, dois meses após a promulgação da emenda constitucional passam a valer dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos, além da redução da carga horária semanal para 42 horas. Após 14 meses, a jornada será fixada em 40 horas semanais.
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Os deputados que votaram contra
MDB
- Carlos Chiodini (SC)
- Pezenti (SC)
Missão
- Kim Kataguiri (SP)
Novo
- Marcel van Hattem (RS)
- Gilson Marques (SC)
- Adriana Ventura (SP)
- Ricardo Salles (SP)
PL
- Nicoletti (RR)
- Bibo Nunes (RS)
- Mauricio Marcon (RS)
- Caroline de Toni (SC)
- Daniel Freitas (SC)
- Daniela Reinehr (SC)
- Julia Zanatta (SC)
- Ricardo Guidi (SC)
- Rosangela Moro (SP)
PP
- Sérgio Turra (RS)
PSD
- Lucas Redecker (RS)
União
- Fabio Schiochet (SC)