POLÊMICA NO DIA DO TRABALHADOR

Zema defende mais oportunidade de trabalho a menores de idade após críticas

Ex-governador de Minas e pré-candidato à presidência comentou a repercussão de sua declaração a um podcast

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Após a repercussão de uma declaração feita nessa sexta-feira (1º/5), no Dia do Trabalhador, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) reiterou o anseio de ampliar oportunidades de trabalho a jovens menores de idade, neste sábado (2/5), por meio das redes sociais.

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"No Brasil, já é permitido trabalhar a partir dos 14 anos, como aprendiz. Isso é uma coisa boa. Porque o jovem precisa aprender, ter responsabilidade. O que defendo é ampliar oportunidades para quem quer começar cedo", disse, em resposta às críticas que vem recebendo desde ontem.

A fala dessa sexta-feira foi feita no Podcast Inteligência Ltda, em que ele lamentou que crianças não possam trabalhar no Brasil, comparou a proibição brasileira com a realidade dos Estados Unidos e disse que “iria mudar” a situação nacional. 

“Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido. 'Você está escravizando criança'. Então é lamentável. Mas tenho certeza de que vamos mudar”, afirmou ao podcast. 

No Brasil, a lei proíbe trabalho infantil, entendido a menores de 16 anos. Adolescentes a partir de 14 anos podem atuar como menor aprendiz, mas as ocupações devem seguir regras delimitadas.

Repercussão

Na visão de Zema, conforme disse no podcast, “a esquerda criou a noção de que trabalhar prejudica a criança” e que, mesmo priorizando os estudos, as crianças “podem ajudar com questões simples” ao trabalhar.

Com a repercussão da fala, o candidato do Novo estendeu o assunto no X (antigo Twitter) neste sábado. Na publicação, ele defendeu a ampliação de oportunidades para crianças e adolescentes que querem trabalhar, assim “como já acontece em vários países desenvolvidos”, além da consolidação do trabalho de menor aprendiz.

O pré-candidato afirmou que a informalidade e a falta de perspectiva para jovens são "o maior erro", o que instiga a captação para o tráfico de drogas. 

“É aí que o tráfico faz a festa. As facções já oferecem um plano de carreira perverso para recrutar adolescentes para o crime. Nós vamos oferecer um caminho do bem. E esse caminho é o da educação e do trabalho honesto", escreveu o presidenciável.

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Pesquisa

Um levantamento AtlasIntel/Bloomberg, divulgado na última terça-feira (28/4), mostra um empate técnico entre Zema e o atual presidente Lula (PT) em um cenário estipulado de segundo turno da eleição presidencial de 2026. De acordo com a pesquisa, enquanto o mineiro aparece com 46,5% das intenções de voto, Lula tem 47,4% delas. Outro nome que aparece em um possível empate técnico com o petista é o senador Flávio Bolsonaro (PL), que contabilizou 47,8% das intenções, ao passo que Lula teve 47,5%.

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