Em meio ao esvaziamento da bancada do Avante em Minas Gerais, o deputado federal Luis Tibé pediu licença do mandato por 120 dias. O suplente assumiu a vaga nessa quarta-feira (1/4). O afastamento, oficializado nesta semana, ocorre em um momento delicado para o partido no estado, que saiu de cinco para um representante na Câmara dos Deputados.
Presidente nacional do Avante, Tibé formalizou uma licença do tipo “conjunta e consecutiva”, que inclui afastamento para tratamento de saúde e interesses particulares, sem remuneração.
A decisão ocorre logo após uma sequência de baixas que praticamente desidratou o Avante em Minas. Nos últimos dias, deputados federais deixaram a sigla em direção a outros partidos, como PL, Republicanos e Rede. Com isso, o Avante passou a ter apenas um nome na bancada mineira da Câmara.
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Tibé, que agora assume o protagonismo na reconstrução partidária do Avante, foi eleito com 107.523 votos. O deputado foi procurado pelo Estado de Minas para comentar os próximos passos do partido e a debandada de parlamentares, mas até a publicação da matéria não houve retorno.
Com a licença, quem assumiu a vaga é o ex-prefeito de Caraí, no Vale do Jequitinhonha, Heber Gomes Neiva, mais conhecido como Vavá. Ele governou a cidade entre 2013 e 2020 e, nas eleições de 2022, obteve cerca de 33 mil votos para deputado federal, ficando na suplência.
A posse foi realizada de forma virtual, em cerimônia conduzida pelo deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL), integrante da Mesa Diretora da Câmara.
A chegada de Vavá ocorreu no mesmo dia em que o deputado Bruno Farias oficializou a troca do Avante pelo Republicanos, que agora tem cinco cadeiras na Casa. Antes dele, as deputadas Delegada Ione Barbosa e Greyce Elias migraram para o PL, e André Janones ingressou no Rede Sustentabilidade.
O cenário ganha peso adicional porque os parlamentares que deixaram o partido estavam entre os principais responsáveis pelo desempenho eleitoral da legenda em Minas. Nas últimas eleições, Greyce Elias obteve 110.346 votos, enquanto André Janones alcançou 238.967. Já Luis Tibé foi eleito com 107.523 votos.
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Como o sistema eleitoral é proporcional, são os candidatos mais votados que contribuem para formar o quociente partidário necessário à eleição de outros nomes da chapa. Agora, com a saída desses quadros, Tibé enfrenta o duplo desafio de reestruturar a legenda e, ao mesmo tempo, viabilizar sua própria reeleição.
