Carlos diz que Bolsonaro está triste sem poder receber visitas
Filho relata restrições na prisão domiciliar e afirma que ex-presidente segue articulando cenário político
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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (29/4), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “triste” por não poder receber visitas durante o período de prisão domiciliar. A declaração foi publicada nas redes sociais após uma visita ao pai, em Brasília (DF).
No relato, Carlos diz que precisou deixar a residência após o limite de duas horas imposto para visitas de filhos. Segundo ele, a restrição impede que Bolsonaro receba familiares mais distantes, amigos e aliados políticos. “Em prisão, o presidente Jair Bolsonaro está triste por não poder receber visitas nem de seus irmãos, quanto mais de amigos e políticos”, escreveu.
Saio de mais um dia de visita ao meu pai, em prisão domiciliar. Fui chamado para me retirar, pois haviam se passado as duas horas impostas para a visita dos filhos. É impossível não ficar revirado. Me desculpem o desabafo.
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) April 29, 2026
Em prisão, o Presidente Jair Bolsonaro está triste por… pic.twitter.com/9VXVINpG1X
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O filho também criticou as condições impostas e sugeriu que o objetivo seria afastar o Bolsonaro do cenário nacional. Carlos Bolsonaro ainda atualizou o estado de saúde do ex-presidente, afirmando que as crises de soluço têm ocorrido com menor frequência e que uma cirurgia no ombro, decorrente de uma queda, deve ser marcada nos próximos dias.
Segundo ele, Bolsonaro continua participando de articulações políticas, como a elaboração de uma lista de candidatos ao Senado, além de receber visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria autorização ampliada por atuar como advogado no processo.
“Sei que as pessoas sentem falta de vê-lo em vídeos e ao vivo, andando pelas ruas ao lado do povo. Contudo, ele novamente me disse: ‘calma! Tudo isso vai passar!’", disse.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, em sua residência no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, com prazo inicial de 90 dias, em razão de problemas de saúde após internação para tratamento de broncopneumonia bilateral.
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Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.