REPERCUSSÃO

Trump sobre imagem dele como Jesus Cristo: "Achei que era um médico"

Presidente dos EUA diz que montagem remetia a médico da Cruz Vermelha e atribui críticas à "imprensa falsa"

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira (13/4) que a imagem gerada por inteligência artificial e publicada em sua rede social o retratasse como Jesus Cristo. Após a repercussão negativa, ele afirmou que a interpretação foi equivocada e disse ter entendido a ilustração como uma representação de si mesmo na condição de médico ou trabalhador da Cruz Vermelha.

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A declaração foi dada após questionamento de jornalistas. Ao ser perguntado diretamente se havia publicado uma imagem sua como Jesus Cristo, Trump respondeu: "Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha lá, que nós apoiamos", disse, atribuindo à imprensa a comparação com Jesus.

Segundo ele, a leitura de que estaria se associando a uma figura religiosa não corresponde à sua intenção. Ele também criticou a cobertura do caso e atribuiu a controvérsia à atuação da imprensa.

A postagem original havia sido feita nesse domingo (12/4), na rede Truth Social, e foi apagada pelo próprio presidente na manhã desta segunda-feira, após uma onda de críticas e acusações de blasfêmia. Até a última atualização, a Casa Branca não havia divulgado posicionamento oficial além das falas do presidente.

Na imagem, Trump aparece com vestes semelhantes às tradicionalmente associadas a representações de Jesus, enquanto faz um gesto de bênção sobre um homem doente. Elementos como um brilho nas mãos reforçam a leitura de caráter divino. Ao fundo, surgem símbolos como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, aeronaves militares e figuras que remetem a divindades, compondo um cenário de forte carga simbólica.

A publicação ocorreu logo após críticas de Trump ao papa Leão XIV, a quem chamou de “fraco”. O episódio ampliou a repercussão negativa e gerou reações em diferentes setores, inclusive entre apoiadores ligados ao movimento político do presidente. No Brasil, o senador mineiro Cletinho Azevedo (Republicanos) também endossou as críticas.

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A relação com o eleitorado cristão, no entanto, já havia sido testada em episódios anteriores. Em maio do ano passado, o presidente foi alvo de críticas ao compartilhar outra montagem gerada por inteligência artificial, na qual aparecia caracterizado como papa, em meio ao período de transição no Vaticano após a morte de Francisco.

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