O governador Mateus Simões (PSD) recuou na expectativa de unir a direita nas eleições estaduais de outubro e declarou que o Partido Liberal não está “indicando” interesse em apoiá-lo.
A fala foi durante entrevista coletiva nesta terça-feira (31/3), em agenda em Belo Horizonte (MG) para detalhar a recomposição salarial para servidores do estado.
Simões foi questionado sobre a filiação do senador Carlos Viana, pré-candidato à reeleição, ao PSD. O governador, entretanto, negou que já exista acordo para o presidente da CPMI do INSS entrar na chapa liderada por ele.
“O que tenho hoje organizado de chapa é uma vaga de senado ao União-PP, do secretário Marcelo Aro, e a minha vaga a governador. Nós não temos fechamento nas outras vagas. Se o Viana vai se filiar ao PSD, essa é uma discussão dele com a direção Nacional [do PSD]”, disse.
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PL 'não parece interessado'
Então, explicou que a segunda vaga da chapa ao Senado (neste ano cada estado elege dois candidatos) estava sendo negociada com o Partido Liberal, que tem como pré-candidato a senador o deputado federal Domingos Sávio.
“Mas o PL aparentemente está filiando candidato a governador. Me parece que o PL está dizendo que não tem interesse, nesse momento, na composição”, disse Simões.
Ele se referiu a Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), apontado como possível pré-candidato ao governo e que pode se filiar ao PL.
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Nos últimos meses, uma aproximação entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Mateus Simões aqueceu os rumores de um apoio do PL ao governador. A dupla dividiu uma série de agendas no interior de Minas e em Belo Horizonte.
