Zema: ‘Estarei com todos que estiverem contra o PT no 2º turno’
Zema deixou o cargo após pouco mais de sete anos à frente do governo de Minas e aposta no discurso de outsider para sustentar a pré-candidatura nacional
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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta segunda-feira (23/3), que estará ao lado de qualquer candidato que enfrente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.
Mesmo diante de articulações no campo da direita que cogitam sua presença como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zema disse que irá até o fim com a sua candidatura à presidência da República.
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“Eu já falei para o Flávio, já falei para os três candidatos do PSD (Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado) e nós estamos todos caminhando juntos. Não estamos na mesma chapa, mas no segundo turno eu estarei apoiando aquele quem estiver contra o PT. E tenho absoluta certeza que, caso quem seja no segundo turno seja eu, eles também estarão comigo”, declarou o ex-governador ao portal TMC, em sua primeira entrevista após a renúncia ao cargo.
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“O que nós queremos é acabar com essa farra dos intocáveis que o Brasil tem. E como eu disse, eu fico muito feliz em saber que meu nome está sendo considerado. Eu acho que isso até prova que nós tivemos aqui em Minas uma gestão que é bem avaliada, uma gestão que não teve corrupção, uma gestão que combateu privilégios aqui, que é o que o Brasil precisa", completou.
Zema deixou o cargo após pouco mais de sete anos à frente do Executivo estadual e aposta no discurso de outsider para sustentar a pré-candidatura nacional. “Eu me considero um outsider, alguém de fora do sistema. Tenho propostas que desagradam a grande maioria dos políticos tradicionais”, afirmou.
Entre as principais bandeiras, Zema defende o fim do foro privilegiado, maior transparência nos gastos públicos e mudanças no Judiciário. Ele também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que a Corte precisa passar por reformas estruturais, como a adoção de mandatos para ministros e alterações no processo de impeachment.
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O ex-governador também voltou a criticar o que chamou de “privilégios” e “falta de transparência” no governo federal. “O Brasil não é um país que falta dinheiro. O que sobra é ladrão”, disse, ao defender investigações “a quem doer”.
Reajuste de quase 300%
Ao comentar as críticas sobre o aumento de quase 300% em seu salário, o ex-governador disse que a medida tinha como objetivo corrigir assimetrias salariais. "Nós tínhamos um secretário de Educação que era chefe de mais de duzentos mil servidores públicos que ganhava menos do que todos os secretários de educação de municípios de Minas Gerais, dessa maneira será que você consegue atrair gente boa? É o que acontecia aqui em Minas, foi criado lá atrás pela política, e eu corrigi", pontuou.
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Zema também afirmou que houve ao longo da sua gestão houve melhora na capacidade de pagamento da dívida com a União e disse que doa integralmente o salário desde que assumiu o cargo.