Zema se diz outsider e defende candidatura: 'Para dar uma chacoalhada’
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Zema diz que experiência fora da política é diferencial para promover mudanças no Brasil
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Eleito governador de Minas Gerais em 2018 e reconduzido ao cargo em 2022, Romeu Zema (Novo) deixa o comando do estado neste domingo (23/3) para se dedicar integralmente à pré-campanha à Presidência da República.
Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, o chefe do Executivo mineiro afirma que manterá sua candidatura até o fim, mesmo diante de articulações no campo da direita que cogitam sua presença como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ao rejeitar a hipótese, Zema reforça o discurso de independência e se apresenta como um nome “de fora” da política tradicional. “Sou um candidato, de certa maneira, outsider. Para alguém de fora dar uma boa chacoalhada. Isso ocorre muito no setor privado, quando algumas empresas não estão indo bem e é necessário um outsider chegar para poder fazer uma virada”, disse.
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Zema destaca sua trajetória no setor privado como o que o diferencia de outros nomes da política e o coloca em posição de propor soluções distintas para os problemas do país.
Segundo ele, o Brasil enfrenta um cenário “disfuncional”, em que políticos tradicionalmente inseridos no meio não teriam a visão necessária para promover as mudanças que o país precisa.
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“A minha candidatura se mantém. Eu conversei com o ex-presidente (Jair) Bolsonaro em agosto do ano passado. Ele foi o primeiro a ser informado do lançamento da minha pré-campanha e, posteriormente, da candidatura. E, como eu tenho propostas diferentes, propostas que fogem daquilo de que geralmente os políticos gostam, estarei levando a minha pré-candidatura e candidatura à frente", disse.