CASO BANCO MASTER

Senador afirma que pedido para CPI de Moraes e Toffoli tem 17 assinaturas

Alessandro Vieira (MDB-SE) diz que a expectativa é reunir 27 assinaturas até segunda-feira (9/3)

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) publicou, neste sábado (7/3), que já foram reunidas 17 assinaturas para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e as relações com o Banco Master. A publicação foi feita pelo parlamentar no “X”, antigo Twitter. 

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Na mesma postagem, o senador afirmou que a expectativa é reunir o número necessário de assinaturas, 27, que corresponde a 1/3 dos membros do Senado, até segunda-feira (9/3). “Claro que cada senador tem sua liberdade de escolha, mas é uma boa oportunidade para o eleitor identificar quem é valente nas redes sociais, mas se omite na vida real”, escreveu Alessandro Vieira.

Na postagem, o senador incluiu uma imagem com os nomes dos parlamentares que assinaram o pedido: Sen. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP); Sen. Eduardo Girão (Novo-CE); Sen. Magno Malta (PL-ES); Sen. Luis Carlos Heinze (PP-RS); Sen. Sergio Moro (União-PR); Sen. Esperidião Amin (PP-SC); Sen. Carlos Portinho (PL-RJ); Sen Styvenson Valentim (PSDB-RN); Sen Marcio Bittar (PL-AC); Sen Plínio Valério (PSDB-AM); Sen. Jaime Bagattoli (PL-RO); Sen. Oriovisto Guimarães (PSDB-PR); Sen. Damares Alves (Republicanos-DF); Sen. Cleitinho (Republicanos-MG); Sen. Hamilton Mourão (Republicanos-RS); Sen. Vanderlan Cardoso (PSD-GO). 

Nessa sexta-feira (6/3), Alessandro Vieira publicou que apresentou o requerimento de CPI para: “Apurar a existência, a natureza e a extensão de eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra ordem entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Bueno Vorcaro, controlador do Banco Master, bem como seus associados, sócios e demais pessoas físicas e jurídicas integrantes do mesmo conglomerado ou a ele vinculadas, investigando-se, em especial, os possíveis reflexos dessas relações sobre a conduta funcional dos referidos magistrados no exercício de suas atribuições institucionais, com vistas à eventual responsabilização dos julgadores (...)”. 

Moraes e caso Master 

O nome do ministro Alexandre de Moraes tem sido mencionado no caso do Banco Master após a divulgação de mensagens atribuídas ao magistrado encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Reportagem do jornal O Globo afirma que os diálogos teriam sido trocados entre os dois no dia da prisão do empresário, em 17 de novembro de 2025, e citou perícia técnica da PF que apontaria a autenticidade das conversas extraídas dos aparelhos.

O ministro já vinha sendo alvo de questionamentos em razão da relação do Banco Master com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O escritório assinou um contrato de R$ 129 milhões com a instituição financeira investigada por fraudes contra o sistema financeiro. O acordo previa o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante três anos, entre 2024 e 2027. Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, os repasses foram interrompidos.

Além disso, o escritório aparece em um processo sigiloso que tramita na Justiça Federal de São Paulo como representante do Banco Master na condição de terceiro interessado, embora não seja parte na ação. Informação também revelada pelo jornal O Globo, que também apontou que a advogada segue atuando em favor da instituição financeira, conforme já havia sido divulgado anteriormente.

O gabinete de Alexandre de Moraes negou, em nota, que as mensagens divulgadas sejam do ministro. Segundo o comunicado, uma análise técnica realizada nos dados telemáticos do celular de Vorcaro indicou que os prints atribuídos ao magistrado não correspondem aos contatos de Moraes nos arquivos apreendidos.

“A análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”, informou o gabinete.

A nota acrescenta que os prints divulgados estão vinculados a pastas de outras pessoas da lista de contatos de Vorcaro e não aparecem como direcionados ao ministro do STF. Os nomes desses contatos não foram divulgados porque o caso está sob sigilo, determinado pelo ministro André Mendonça.

Mendonça também determinou a abertura de um inquérito para investigar o vazamento das mensagens sigilosas. A medida foi tomada após pedido da defesa de Daniel Vorcaro.

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Os advogados do ex-banqueiro afirmaram que os diálogos divulgados na imprensa podem ter sido editados ou retirados de contexto. Na solicitação enviada ao Supremo, a defesa mencionou “supostos diálogos com autoridades”, incluindo Moraes, e afirmou que o material tem sido divulgado para diversos veículos de comunicação.

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