PF afirma que não edita, manipula nem divulga 'vida íntima' de investigados
Diretor da corporação abriu investigação para apurar vazamentos das mensagens de Daniel Vorcaro na Operação Compliace Zero
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal disse, em nota divulgada nesta sexta-feira (6/3), que seus relatórios e representações não incluem dados sobre a "intimidade ou a vida privada de investigados" e pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação sobre a suspeita de vazamento de mensagens sigilosas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A solicitação foi feita pelas equipes de investigadores do caso, a pedido do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O ministro já havia aberto nesta sexta um inquérito para apurar esses vazamentos, a pedido da defesa do ex-banqueiro.
Em sua nota, a PF afirma que os documentos elaborados no âmbito da Operação Compliance Zero não tiveram "dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações".
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"A Polícia Federal reafirma que atua em todas as suas investigações seguindo rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e na preservação e garantia dos direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade", diz o comunicado.
Segundo a nota, "não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados".
O comunicado ainda afirma que os materiais da operação estão em poder da PF desde novembro do ano passado e desde janeiro com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Por ordem do ministro Dias Toffoli, afirma a PF, a defesa dos investigados teve acesso integral às informações.
"Da mesma forma, a CPMI do INSS recebeu dados referentes ao objeto da comissão por determinação do atual relator do processo", acrescenta o órgão.
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Mais cedo, a defesa de Vorcaro fez menção a "supostos diálogos com autoridades", inclusive o ministro Alexandre de Moraes, ao pedir uma investigação a Mendonça. Essas conversas, alegam os advogados, foram "talvez editadas e tiradas de contexto" e "têm sido divulgadas para os mais diversos meios de comunicação".
Vorcaro trocou mensagens de WhatsApp com Moraes ao longo do dia em que foi preso, em 17 de novembro de 2025. A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que teve acesso a imagens de nove mensagens trocadas entre os dois via WhatsApp entre as 7h19 e as 20h48 daquele dia, e confirmada pela Folha de S.Paulo.
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Nas conversas enviadas à CPI mista do INSS há mensagens de conteúdo sexual trocadas entre Vorcaro e sua então namorada, Martha Graeff, em 2024, que não guardam relação com os crimes investigados pela comissão.