CARLOS VIANA

Presidente da CPMI do INSS defende Nikolas por voos em jatinho de Vorcaro

Comissão investiga o suposto envolvimento do Master com empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias

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Presidente da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) das fraudes do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) saiu em defesa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e criticou as tentativas de associá-lo ao banqueiro Daniel Vorcaro.

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A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que Nikolas usou um jatinho de Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, durante a campanha para Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2022.

A CPMI investiga o suposto envolvimento do Master com empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias. Vorcaro foi convocado para depor, mas conseguiu evitar as oitivas até agora.

Viana presta solidariedade a Nikolas

Em nota divulgada nas redes sociais, Carlos Viana escreveu “Manifesto minha solidariedade ao deputado Nikolas Ferreira diante da tentativa evidente de associá-lo, sem qualquer prova concreta, a fatos com os quais não possui vínculo jurídico, contratual ou operacional”.

“O que estamos assistindo não é busca por verdade. É esforço deliberado para criar suspeita onde não há fato. Transformar a participação em um evento organizado por terceiros, ocorrido há anos, em narrativa de envolvimento posterior é um exercício de distorção que afronta a lógica e o Direito”.

O senador avaliou que a associação entre Nikolas e Vorcaro é uma “tentativa de desgaste político” e chamou o movimento de “ataques” para tentar “frear o crescimento” do jovem deputado.

Nikolas se defende

Após a revelação das viagens, o parlamentar divulgou nota em que disse não ter “conhecimento sobre quem era o proprietário do avião”.

Depois, publicou vídeo nas redes sociais em que adotou tom irônico e provocou adversários políticos.

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“Qual é o problema do que eu fiz? É algum crime?”, questionou. “Muito obrigado por mais essa oportunidade. (...) Vocês não vão conseguir. Aceitem. Eu não sou corrupto e vagabundo igual a vocês”.

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